Mittwoch, 29. November 2006
Acabo de chegar da solenidade de inauguração da CCEAM (Centro de Convivência e Educação Ambiental), edificada pela Samarco. Tudo muito bonito, sobretudo, para o meu gosto, duas vellhas árvores, talvez centenárias, que felizmente conservaram. Estavam presentes tudo o que é "autoridade competente para isso e aquilo", do promotor aos prefeitos de Guarapari e Anchieta, o vice governador, vereadores, secretários e representantes da sociedade civil organizada. Foi um encontro agradável, mesmo que eu tenha me esquivado para não precisar estender a mão para certas pessoas. Tenho um bom relacionamento com os funcionários da Samarco, com os outros representantes da sociedade civil e muitas outras pessoas que estavam presentes. Assim, foi fácil pegar meu copinho na pausa e trocar idéias com muito deles. A parte dos discursos foi longa e isso é sempre cansativo, mas enquanto a gente sente alguma sinceridade, ainda vai. O pior é quando começa a rasgação de seda entre, justamente, aqueles que deixam muito, muito mesmo, a desejar. As vezes chega a doer. Foi o caso, várias vezes, mas deu pra suportar. Mas quando o prefeito e a secretária de educação de Anchieta subiram ao palco para serem homenageados pelo grande trabalho que estão fazendo pela educação, aí foi demais. Isso, logo agora, doi. Não sei de tudo o que falaram depois porque não foi possível continuar escutando tanta mentira. A última coisa que me chegou aos ouvidos, já de saída, foi que a educação era uma das grandes prioridades da atual gestão. Quem acompanha meu trabalho compreenderá porque isso foi demais para mim. Agora eu pergunto: Se é assim, sendo prioridade, já imaginaram se não fosse?
Dienstag, 14. November 2006
O mundo procura novos destinos turísticos. Até alguns anos atrás, cujo marco definitivo foi o fatídico 11 de Setembro, potenciais turistas só tinham que entrar na internete ou percorrer uma infindável pilha de material publicitário. Só havia a dificuldade de escolha e o leque de ofertas cobria os cinco continentes. Mesmo o Iraque, Líbano, Israel e Egito atraíam milhares de turistas de todo o mundo e boa parte de suas economias, especialmente no caso do Líbano e do Egito, dependiam disso. Alguns países da Ásia, como a Tailândia, e a Indonésia tornaram o turismo a sua principal fonte de renda. Mas as coisas mudaram. Catástrofes naturais, guerras e terrorismo desenharam um novo mapa mundial e restringiram drasticamente as opções do turista. A demanda é maior do que nunca, as ofertas diminuem. O turismo movimenta 700 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Nenhuma outra indústria oferece melhor distribuição de renda. O turista gasta com hospedagem, lazer, cuidados pessoais, cultura. Todos ganham. Da cabeleireira ao lavador de carros, da camareira ao quiosqueiro, do artesão ao mecânico, da costureira ao pintor, do chofer de táxi ao padeiro, açougueiro, farmacêutico, enfim, a lista é tão grande quanto a própria lista de profissões. Não seria óbvio optar pelo turismo quando se tem a opção? Pois embora isso pareça óbvio para qualquer um, não é a opção da nossa elite política e financeira. Se o que for melhor para todos não for o melhor para eles, o óbvio torna-se irrelevante. Os loucos que têm as rédeas do nosso destino têm outros valores e esses são pessoais, egoístas, egocêntricos e patéticos. Eles, lá em cima se entendem e dane-se o mundo, dane-se o futuro, dane-se meio ambiente. Triste exemplo disso é a rápida transformação do Espírito Santo, paraíso ecológico de belezas naturais que fariam inveja a qualquer país do mundo, num dos maiores pólos de indústria pesada do Brasil. Como isso pode acontecer? É simples. As mega-empresas financiam as campanhas eleitorais dos seus aliados políticos e onde o dinheiro rola, definha-se a razão. Só a Vale do Rio Doce entrou com um milhão de reais na campanha do governador reeleito do Espírito Santo. Mas não foi só a Vale, todas as outras mega-poluidoras, mega-destruidoras do Meio Ambiente, da cultura e do futuro do nosso Estado trabalharam em equipe, como uma mega-quadrillha. Aracruz Celulose, Samarco, CST, e muitas outras. Quanto mais destruição, poluição, corrupção, maior a contribuição. Nossa galinha dos ovos de ouro está sendo depenada viva, escaldada viva, agonizante. Morta, só matará a fome de alguns e essa fome certamente não será de pão.
Samstag, 11. November 2006
Sinto-me feliz quando o meu trabalho é reconhecido, quem não sentiria? A natureza do ego é fascinante! Estou imaginando cada uma das características de uma pessoa como uma flor e o ego seria a fita que as une. Sem o bendito ego nem estaríamos aqui pois não teríamos a consciência de existir. Tudo o que fazemos ou desenvolvemos parte da consciência de existirmos e de sermos únicos. Ser único não quer dizer separado do resto. Cada célula do corpo é única mas não teria nenhuma função separadamente, aliás, nem existiriam. A partir de um certo desenvolvimento começamos a perceber isso e passamos a encarar o ego como um vilão. O nosso combate aos excessos do ego é muitas vezes, apenas, uma das suas manifestações... Existem campos de batallhas óbvios onde egos se confrontam: a esfera política, o esporte, o mundo do entretenimento e da moda, todos os bastidores do poder e do cresimento económico. Mas o menos óbvio não é menos verdadeiro. Por detrás de exemplos de heróis da virtude e da espiritualidade, será fácil, se analisarmos bem, encontrar majestosos egos. Os livros sagrados e os de história estão cheios deles. Acredito que a melhor maneira de conhecê-lo é ainda tratá-lo como um amigo. E observá-lo sempre, para que não extrapole, não fuja do nosso controle... Se eu me sentir gratificada pelo fato de alguém gostar do que estou escrevendo, esse sentimento será do meu ego, podem crer. Nessas ocasiões, meu único desejo é de ter condições de reconhecer isso e de analisar o impacto causado. Se, em vez de estar escrevendo isto eu estivesse publicando um best-seller e recebendo muitos elogios, o meu trabalho seria evidentemente maior. Porque aí eu poderia partir para a falsa modéstia. E a falsa modéstia é obra de quem? Bingo! Assim, não seria melhor tratar o ego como a água de um rio que pode transbordar de vez em quando? Consciente disso, talvez eu possa fazer uma grande represa. Bem administrada, ela poderá gerar energia e poderei até criar peixes nela. E flores! Porque uma coisa é certa: é mellhor que essa água fique mesmo sob controle, e bem à vista. Só assim poderei ver o efeito das reverberações do sol. Se, ao contrário, eu deixar que a água flua para as profundezas, nunca saberei o alcance da sua força. Ela escolherá então os caminhos mais fáceis ou abrirá seus próprios caminhos, alguns subterrâneos. Já imaginaram as grandes cavernas escuras que criariam?
|
Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??