O mundo procura novos destinos turísticos. Até alguns anos atrás, cujo marco definitivo foi o fatídico 11 de Setembro, potenciais turistas só tinham que entrar na internete ou percorrer uma infindável pilha de material publicitário. Só havia a dificuldade de escolha e o leque de ofertas cobria os cinco continentes.
Mesmo o Iraque, Líbano, Israel e Egito atraíam milhares de turistas de todo o mundo e boa parte de suas economias, especialmente no caso do Líbano e do Egito, dependiam disso.
Alguns países da Ásia, como a Tailândia, e a Indonésia tornaram o turismo a sua principal fonte de renda.
Mas as coisas mudaram. Catástrofes naturais, guerras e terrorismo desenharam um novo mapa mundial e restringiram drasticamente as opções do turista.
A demanda é maior do que nunca, as ofertas diminuem.
O turismo movimenta 700 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.
Nenhuma outra indústria oferece melhor distribuição de renda. O turista gasta com hospedagem, lazer, cuidados pessoais, cultura. Todos ganham. Da cabeleireira ao lavador de carros, da camareira ao quiosqueiro, do artesão ao mecânico, da costureira ao pintor, do chofer de táxi ao padeiro, açougueiro, farmacêutico, enfim, a lista é tão grande quanto a própria lista de profissões.
Não seria óbvio optar pelo turismo quando se tem a opção?
Pois embora isso pareça óbvio para qualquer um, não é a opção da nossa elite política e financeira. Se o que for melhor para todos não for o melhor para eles, o óbvio torna-se irrelevante. Os loucos que têm as rédeas do nosso destino têm outros valores e esses são pessoais, egoístas, egocêntricos e patéticos.
Eles, lá em cima se entendem e dane-se o mundo, dane-se o futuro, dane-se meio ambiente.
Triste exemplo disso é a rápida transformação do Espírito Santo, paraíso ecológico de belezas naturais que fariam inveja a qualquer país do mundo, num dos maiores pólos de indústria pesada do Brasil.
Como isso pode acontecer? É simples. As mega-empresas financiam as campanhas eleitorais dos seus aliados políticos e onde o dinheiro rola, definha-se a razão.
Só a Vale do Rio Doce entrou com um milhão de reais na campanha do governador reeleito do Espírito Santo. Mas não foi só a Vale, todas as outras mega-poluidoras, mega-destruidoras do Meio Ambiente, da cultura e do futuro do nosso Estado trabalharam em equipe, como uma mega-quadrillha.
Aracruz Celulose, Samarco, CST, e muitas outras. Quanto mais destruição, poluição, corrupção, maior a contribuição.
Nossa galinha dos ovos de ouro está sendo depenada viva, escaldada viva, agonizante. Morta, só matará a fome de alguns e essa fome certamente não será de pão.
Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??