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Dienstag, 28. August 2007O PROGRESSO SEGUNDO O GOVERNADOR DO ESAcabo de receber, da ONG ECOLIZAR uma síntese do que será a vinda da empresa chinesa Baosteel para Anchieta. PASSO A INFORMAÇÃO SEM COMENTÁRIOS, isso fica para depois. Está sendo muito duro digerir tudo isso. Leiam e tirem suas próprias conclusões. "A empresa chinesa Baosteel e a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) definem, no dia 3 de outubro, o nome da joint venture para a construção da siderúrgica que será instalada no Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta, bem como onde funcionará o escritório da empresa. O anúncio foi feito ao governador Paulo Hartung, durante a visita realizada, na última sexta-feira (24), pelos diretores das duas empresas. A visita ao governador teve como objetivo a concretização do projeto, cujo acordo foi assinado no dia 17 de julho, em Xangai, China, pela Baosteel, Governo do Estado – representado pelo secretário de Estado de Desenvolvimento, Guilherme Dias, e diretores da CVRD. Da reunião com o governador, participaram os vice-presidentes da Baosteel, Zhao Kun e Zhao Yonghong, o diretor industrial, Li Yasong, o diretor-executivo da CVRD, Gabriel Stoliar e outros dirigentes da Vale, o secretário Guilherme Dias, a diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento em Rede (Aderes), Cristina Santos e técnicos do Governo. Âncora do Pólo de Anchieta A Baosteel, em parceria com a Companhia Vale do Rio Doce, será a responsável pela implantação do empreendimento com capacidade de produção de 5 milhões de toneladas/ano de placas de aço, em sua primeira fase, voltada para exportação. A unidade será responsável pela geração de 15 mil empregos na fase de implantação e de até outros quatro mil, quando em operação. O secretário Guilherme Dias disse que o Governo do Estado está muito satisfeito com a visita dos diretores da Baoesteel. “Isso é a materialização do projeto previsto no Plano de Desenvolvimento 2025, onde está claramente identificado que a região de Anchieta é a área para expansão industrial capixaba, abrigando grandes projetos”. A previsão é de que a usina siderúrgica entre em operação em 2011. O secretário lembrou, ainda, que a siderúrgica será o projeto âncora do Pólo de Anchieta, mas que vai requerer uma substancial expansão das instalações do Porto de Ubu, bem como a efetivação do projeto da Variante Ferrovia Litorânea Sul, que ligará Região Metropolitana a Ubu e Cachoeiro de Itapemirim e um novo porto para a região, já previsto no Protocolo de Intenções assinado entre Governo e Petrobras. O Governo do Estado criou o Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta, por meio de decreto, com uma área de mais de 2,5 mil hectares, onde será instalada a siderúrgica. Segundo o Guilherme Dias, o Governo irá prover a região de infra-estrutura social e urbana para o desenvolvimento que certamente terá a região. Após o encontro com o governador Paulo Hartung, a comitiva seguiu para Anchieta, onde foi recebida pelo prefeito Edival Petri. Os diretores entregaram de presente ao prefeito um leque e receberam da Prefeitura um kit contendo imagens do município. Após o almoço, eles fizeram uma visita à área do Pólo Industrial. Passos para o Pólo
A Baosteel é uma das maiores siderúrgicas do Mundo. Esta será a primeira unidade da multinacional no Brasil. Há estudos ainda para uma possível expansão da usina, que poderá atingir uma capacidade produtiva de 10 milhões de toneladas/ano de placas de aço. O próximo passo para a instalação da usina no Espírito Santo cabe aos técnicos do Governo Estadual – por meio das Secretarias de Desenvolvimento e de Meio Ambiente – e da prefeitura municipal, que irão desenvolver estudos e projetos complementares. A implantação do pólo industrial e a desapropriação dos terrenos serão feitas em um prazo estimado de cinco anos. Caberão à Superintendência dos Projetos de Polarização Industrial (Suppin) e à Agência de Desenvolvimento em Rede (Aderes), autarquias ligadas à Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes), as ações para viabilizar o projeto. Montag, 20. August 2007VOCÊ SABIA?Você sabia? . Que, no balanço “VALOR 1000” , quatro empresas que atuam no ES aparecem entre as vinte empresas com maior lucro líquido do País???? Elas são: Vale do Rio Doce, Aracruz Celulose, Samarco e ArcelorMital. . Que essas empresas ainda não pagam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) porque são beneficiadas pela lei Kandir? .Que, por conta disso, a Aracruz Celulose pagou apenas 6 milhões em 2006? . Que, além de não pagarem ICMS essas empresas ainda fazem jus aos créditos sobre imposto e reduzem ainda mais a sua contribuição com a Fazenda estadual? . Que o valor das operações desse crédito é estimado em 800 milhões anuais? Assim, é o Estado que acaba tendo que pagar essas empresas e não o inverso!!!!! . Que, apesar da presença dessas mega-empresas, mega-poluidoras, apesar dos discursos sobre o grande momento que estamos vivendo, apesar de todas as miragens que insistem em querer nos fazer ver, o ES tem uma baixa participação nas receitas da região Sudeste, que é de míseros 2,1%? Você pergunta como isso é possível e por quê essas empresas, tão lucrativas, tão famosas, que usam e abusam do Greenwashing(*) deixam tão pouco lucro ao Estado? Resposta: É porque as sedes dessas empresas não estão aqui e o lucro vai para as sedes, localizadas no Rio, SP, MG. Nós ficamos com as plantas industriais das poluidoras, sofrendo com a emissão de seus poluentes e suas atividades. Estima-se que nas últimas décadas a poluição causou um prejuízo de 4,4 bilhões à saúde dos capixabas. Enquanto isso nosso patrimônio ecológico, paisagístico e cultural é destruído, nossa vocação turística vai pro beleléu apesar de, comprovadamente, ser o segmento turístico o responsável pela melhor distribuição de renda. ENTÃO, PORQUE ISSO ACONTECE? Perguntem aos políticos que tiveram suas campanhas financiadas por essas empresas. Nota: O que é Greenwashing? Thiago C. D´Avilla Araújo, autor dos livros “Direito Agrário” e “Direito ambiental”, ambos da Editora Fortim diz: “ é um termo em língua inglesa usado quando uma empresa, organização não governamental (ONG), ou mesmo o próprio governo, propaga práticas ambientais positivas e, na verdade, possui atuação contrária aos interesses e bens ambientais. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de "amigo do meio ambiente" que, porém, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.” Mittwoch, 15. August 2007ZONEAMENTO ECOLÓGICO ECONÔMICO DO ESO texto a seguir é de Manaira Medeiros do Jornal Século Diário: Não é sem razão que os ambientalistas capixabas estão preocupados com a maneira como vêem sendo conduzidas as discussões sobre o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) do Espírito Santo. É que o governo estadual, buscando garantir seus interesses junto ao empresariado, está atropelando o processo, deixando cada vez mais distante a participação da sociedade civil. Sem o amplo debate, o zoneamento deixa de ser um instrumento técnico importante para o planejamento do território do Estado. Se consolida, então, como mais uma arma de Hartung para o crescimento a qualquer custo.
As artimanhas utilizadas pelo governo estadual, para afastar de vez qualquer possibilidade de ter seus planos ameaçados, resultarão em conseqüências alarmantes para o meio ambiente do Espírito Santo. Um assunto de tamanha relevância como este, que vai direcionar o desenvolvimento ordenado, não pode ser tratado às pressas, muito pelo contrário. Não é de hoje que as entidades que representam a Câmara Técnica do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) apontam a falta de democracia por parte do governo e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), para tratar as questões ambientais, o que culminou, inclusive, com a saída de alguns integrantes. No caso do zoneamento, além de pular etapas importantes, a participação da sociedade civil ficou limitada, e mesmo os órgãos federais não foram contemplados. Com a maioria representada por defensores do governo, perdeu-se, assim, a possibilidade de críticas. O grande ponto agora é a aprovação do termo de referência para contratação da instituição que realizará o diagnóstico e estruturação do ZEE. Não é difícil prever que a empresa de consultoria contratada será a protegida de Hartung, a Cepemar, onde a secretária de Meio Ambiente, Maria da Glória Abaurre, foi sócia por nada menos que dez anos. Saiu de lá direto para ocupar a cadeira do Iema. Se não fossem as exigências, a proposta do governo para o termo sequer chegaria às mãos dos conselheiros. Portanto, é pouco provável que as contribuições apontadas por ambientalistas ao ZEE, cujo prazo termina nesta terça-feira (14), sejam incorporadas. Do jeito que anda a carruagem, já está tudo devidamente programado e consolidado. Afinal, estão em jogo nada menos que R$ 3 milhões, como tenho escutado por aí. Isto, nesta fase inicial...imaginem depois! Neutralizando as únicas vozes que ainda se opõem ao seu governo, Hartung segue em frente com o que já programou para os próximos anos, com caminho livre para seus parceiros e muitos interesses em evidência. Infelizmente, esta é a atual cara do Espírito Santo. Vergonhoso, não? Montag, 13. August 2007LUZ PARA A HUMANIDADEO Jornal do Brasil Online trouxe no dia 8.8.07 uma das notícias mais importantes dos últimos tempos. Trata-se da descoberta, pelo físico israelense David Feiman, de um dispositivo de painéis de células fotovoltaicas que transformam a luz solar em energia elétrica a um custo aceitável e com possibilidades de armazenamento. Após trinta anos de pesquisas e experiências o novo sistema parece pronto para mudar a história do planeta e da humanidade. Segundo o cientista, uma célula fotovoltaica de 100 cm2 produz normalmente um watt de eletricidade. Com o novo dispositivo poderá produzir 1,5 mil watts. Ele explicou que os sistemas existentes de energia solar são compostos de silício, elemento que onera sua exploração tornando-a inviável em grande escala. A notícia nos deixa sonhadores. Confesso que senti uma ponta de exaltação infantil ao lê-la. Imaginem! Isso resolveria os problemas de energia do mundo. Acabaria com a necessidade da exploração de petróleo como fonte de energia, só para começar! ESTA SOLUÇÃO, PODE ACABAR POR VEZ COM TODOS OS PROBLEMAS, NÃO SÓ DE ILUMINAÇÃO MAS TAMBÉM DE ÁGUA, ESGOTOS, LIXO e muitos, muitos outros, cujo principal gargalo ainda é o custo da energia a ser gasta no seu equacionamento. A esperança é o verdadeiro pão de cada dia! Pelo menos para os idealistas. Alguns de nós estávamos apresentando sérios sinais de inanição e, de repente, recebemos como uma injeção de esperança na veia. Mas devemos ser cautelosos até com nossas esperanças. O problema maior poderá ser a inércia natural ou forçada dos processos de mudança. Toda a economia mundial está alicerçada num sistema predatório e nas mãos de uma pequena minoria imediatista e inconseqüente. Ela poderá se sentir ameaçada pelo potencial da descoberta e tentar asfixiá-la no nascedouro, mesmo que disso dependa o futuro do planeta e a sobrevivência da humanidade. Moral da história? Mesmo que a luz do sol esteja, finalmente, à disposição da humanidade para que seus maiores problemas sejam resolvidos, NADA SERÁ POSSÍVEL SE NÃO HOUVER LUZ NOS CORAÇÕES E NAS MENTES HUMANAS. Montag, 6. August 2007O PÂNICO QUE LEVA A DEUSDo ponto de vista antropológico e psicológico é até interessante estar vivendo este momento da história. Apesar da maioria das pessoas não se interessarem pelas questões ambientais elas se preocupam com a sua própria segurança e bem-estar. As frequentes notícias sobre catástrofes naturais estão abalando a aparente tranquilidade dos que tentaram até agora ignorar a realidade do planeta. Dá para sentir que uma sementinha começou a germinar. É a semente do “pânico diante das mudanças climáticas e suas conseqüências”, que certamente se instalará plenamente nas próximas décadas (alguém quer apostar?). Na mesma medida que acompanhamos as notícias alarmantes, podemos observar uma crescente busca religiosa ou mística. A história nos mostra que quanto mais medo e incertezas, maior é a procura por Deus. Na antiguidade, as desgraças, pestes e catástrofes naturais eram consideradas um castigo divino e acontecimentos do gênero foram importantes berçários e alimento de crenças, religiões e superstições. Como os Seres Humanos têm uma imensa capacidade para estarem bem consigo mesmos e a se considerarem justos e bons, a procura por bodes expiatórios e sua punição sempre foi uma simples conseqüência. Se Deus estava castigando é porque havia culpados e culpados eram sempre “os outros”. E esses “outros”, eram os hereges ou os que não professavam a mesma fé. Para obter o perdão divino, os culpados deveriam ser punidos. Os horrores da inquisição tiveram seu ápice com o surgimento da peste bubônica que dizimou milhões de pessoas. A caça aos culpados levou facilmente à condenação de milhares de judeus que arderam nas santas fogueiras católicas após indescritíveis torturas. Imagino as gerações futuras, se chegarem a existir, se debruçando sobre nossa história atual. Talvez nos olhem da mesma forma que olhamos a idade média, a peste bubônica, a inquisição. Hoje sabemos que a peste negra que assolou a Europa em meados do século XIV se originou na total ausência de higiene e saneamento das principais cidades européias, agravado com os impactos causados quando, justamente, o continente se abriu para o mundo, através das relações comerciais. Incrível coincidência que, com um mínimo de imaginação, pode nos levar a encontrar outros paralelos. Acabara-se o isolamento dos pequenos centros urbanos concebidos para populações acomodadas numa auto-suficiência precária, porém tranqüila. Tudo começou a convergir para os centros urbanos e, nas ruas apinhadas de gente e animais, o esgoto e o lixo eram despejados pela janela. A violência e a crueldade aumentaram. Roupas e corpos não eram lavados, as famílias dormiam geralmente amontoadas no chão de cubículos úmidos, sem ventilação e esfumaçados. O mesmo espaço era partilhado com os animais domésticos e tudo infestado por ratos, pulgas, percevejos, traças, piolhos. Quando alguém adoecia o contágio era inevitável. A peste negra talvez tenha sido o primeiro grande cataclismo resultante de um mundo em mutação. Interessante é que foi justamente toda essa desgraça que obrigou o homem a adotar um outro comportamento com o meio ambiente e, desde então, a ignorância e a superstição perderam bastante espaço. Mas, pelo visto, insuficiente para evitar o próximo cataclismo que também será resultado de nossos hábitos e ignorância e, coincidentemente, proporcional à abertura das relações comerciais entre países. Mas existem outras coincidências, embora muitas sejam de natureza psicológica ou espiritual. No fundo, parece que o ser humano não mudou muito. Continuamos achando que nós somos os bons e justos, continuamos procurando culpados e continuamos esperando um milagre. Como na idade média, o medo e o desespero parecem ser, ainda, o caminho mais curto para Deus. Mas se quisermos aprender alguma coisa com a história, o que fica evidente é que SEMPRE PAGAMOS PELOS NOSSOS ERROS, QUE MILAGRE NÃO EXISTE. Somos uma perigosa mistura de predadores egoístas, consumidores irresponsáveis e fervorosos adeptos de milagres e bem-aventurança na vida eterna. Nessas condições, é quase impossível salvar o planeta.
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Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??