O texto a seguir é de Manaira Medeiros do Jornal Século Diário:
Não é sem razão que os ambientalistas capixabas estão preocupados com a maneira como vêem sendo conduzidas as discussões sobre o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) do Espírito Santo. É que o governo estadual, buscando garantir seus interesses junto ao empresariado, está atropelando o processo, deixando cada vez mais distante a participação da sociedade civil. Sem o amplo debate, o zoneamento deixa de ser um instrumento técnico importante para o planejamento do território do Estado. Se consolida, então, como mais uma arma de Hartung para o crescimento a qualquer custo.
As artimanhas utilizadas pelo governo estadual, para afastar de vez qualquer possibilidade de ter seus planos ameaçados, resultarão em conseqüências alarmantes para o meio ambiente do Espírito Santo. Um assunto de tamanha relevância como este, que vai direcionar o desenvolvimento ordenado, não pode ser tratado às pressas, muito pelo contrário.
Não é de hoje que as entidades que representam a Câmara Técnica do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) apontam a falta de democracia por parte do governo e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), para tratar as questões ambientais, o que culminou, inclusive, com a saída de alguns integrantes. No caso do zoneamento, além de pular etapas importantes, a participação da sociedade civil ficou limitada, e mesmo os órgãos federais não foram contemplados. Com a maioria representada por defensores do governo, perdeu-se, assim, a possibilidade de críticas.
O grande ponto agora é a aprovação do termo de referência para contratação da instituição que realizará o diagnóstico e estruturação do ZEE. Não é difícil prever que a empresa de consultoria contratada será a protegida de Hartung, a Cepemar, onde a secretária de Meio Ambiente, Maria da Glória Abaurre, foi sócia por nada menos que dez anos. Saiu de lá direto para ocupar a cadeira do Iema.
Se não fossem as exigências, a proposta do governo para o termo sequer chegaria às mãos dos conselheiros. Portanto, é pouco provável que as contribuições apontadas por ambientalistas ao ZEE, cujo prazo termina nesta terça-feira (14), sejam incorporadas. Do jeito que anda a carruagem, já está tudo devidamente programado e consolidado. Afinal, estão em jogo nada menos que R$ 3 milhões, como tenho escutado por aí. Isto, nesta fase inicial...imaginem depois!
Neutralizando as únicas vozes que ainda se opõem ao seu governo, Hartung segue em frente com o que já programou para os próximos anos, com caminho livre para seus parceiros e muitos interesses em evidência.
Infelizmente, esta é a atual cara do Espírito Santo.
Vergonhoso, não?
Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??