Recebi mail um tanto desaforado do Sr. Cezar Wesley, o presidente da Associação de artesãos de Mãebá, o única entidade de Anchieta beneficiada com a nova política social da Samarco. Não vou aqui reproduzir todo o texto. Primeiro porque é muito longo e, segundo, porque meu espaço é precioso demais para gastar com idiotices. Assim, só vai o básico da minha resposta a esse senhor, com os tópicos do seu mail. Gostaria ainda de lembrar que o tal curso promovido pela Samarco para capacitar as entidades para concorrerem ao edital, não teve quase nenhuma divulgação. Só fui informada um dia antes do encerramento das inscrições o mesmo tendo acontecido com a maioria das outras entidades. Muitas nem foram contatadas. Mas aqui vai o principal da minha resposta:
"1. Para a apresentação da nova política social da Samarco, editais, etc., tivemos uma reunião na Pousada da Tina para a qual todos os moradores da Guanabara foram convidados. Ela foi apresentada pelo Gustavo, com quem aliás, conversei bastante a respeito do assunto e expus minha indignação.
2. Pelo que me dissseram, o curso da Samarco foi sem dúvida interessante e, sem dúvida alguma criou expectativas.
Agora convenhamos: uma empresa que se lança numa nova política social, se estiver realmente interessada em realizar um bom trabalho, tem que considerar que a comunidade, sem nenhuma experiência, precisa também de acompanhamento nos seus primeiros passos de inserção nessa política.
Nessas condições, o curso oferecido parece mais o cumprimento de uma formalidade que, em última hipótese, poderia justificar práticas (como o apoio ao Naboa) que nada têm a ver com o edital. Ao contrário, é uma continuação da política social anterior da Samarco que sempre decidiu, sozinha, o que era melhor para a comunidade.
Acompanhamento e apoio, isso só aconteceu com vocês.
O projeto NABOA já vinha sendo apoiado pela Samarco há muito tempo. Talvez uns três anos. Para qualquer um que frequentava o CCAM ficava claro que você tratava de tudo lá dentro e a própria Samarco disponibilizou espaço para as atividades do projeto no CCAM incluindo uma exposição que já existia muito antes do projeto ser contemplado. Para qualquer um que entrasse lá ficava claro que o projeto era, no mínimo, orientado e protegido pela Samarco.
Assim ficaria fácil para qualquer um ter sucesso com um projeto.
Não se trata então, como você parece querer dizer, que os outros não foram contemplados porque não souberam trabalhar tão bem quanto você(s).
Assim, não cabe a sua frase:
' O que deve ter faltado aos postulantes foi OBJETIVIDADE, CUMPRIMENTO AOS DITAMES DO EDITAL e TRANSPARÊNCIA.'
3. Na apresentação que houve aqui, o projeto Naboa constava como sendo de Anchieta e, se me lembro bem, era o único (Guarapari teve 9 projetos contemplados). Inclusive fiz alusão a isso, em voz alta, e ninguém me contestou. Vi agora na internete que ainda tem mais um, o da Assoc. de Produtores de flores e plantas ornamentais mas não me lembro de tê-lo visto na apresentação.
Muitas perguntas surgiram:
. Nunca ninguém fez referência a que esse projeto fosse também de Guarapari.
. É sua associação, o Núcleo de Artesanato em Taboa que é o propontente.
. A sede da associação é em Mãebá.
. Você diz que: 'em decorrência de sua área de atuação, foi colocada por mim como sendo do município de Guaraparí ( 70% da Lagoa está no território guarapariense e a maioria das comunidades do entorno também); Anchieta só abriga no projeto, duas comunidades'.
Isso não tem a mínima lógica. Aliás, por essa 'lógica' a Samarco teria que contemplar muito mais projetos de Anchieta pois se encontra totalmente dentro do nosso município.
. Pelo edital, a entidade deveria ter no mínimo dois anos de existência.
. Pelo que eu saiba, ela não tem dois anos.
. Então, quem foi o proponente?
. A denúncia de que você não presta contas veio de pessoas ligadas à sua própria associação, basta provar o contrário para essas pessoas e pelo menos isso estará resolvido.
4. Quanto ao projeto fazer parte de um grupo de projetos, isso não tem nada a ver com o caso em apreço mas me interessaria saber também em que medida a comunidade está participando realmente disso tudo e aqui não me refiro àqueles que trabalham, efetivamente, na confecção de objetos mas àqueles que administram e coordenam tanto a associação quanto os próprios projetos.
5. Você diz também:
Ilda só é bem sucedido quem trabalha e o sucesso é a meta maior que é alcançada normalmente. Aos néscios, incompetentes e invejosos, só resta se recolherem à sua mesquinhez e insignificância porque, só os fortes alcançam o topo do sucesso.
Quanto a isso, é só uma questão de valores. Sucesso para alguns é o reconhecimento, o dinheiro, o poder. Para outros é o sentimento de agir dentro dos valores da ética, sempre, mesmo que não sendo reconhecido. Não vou dizer que é ter a consciência tranquila pois isso só é válido para quem tem consciência.
6. Você ainda diz: Você não precisa fazer papel de palhaço mais do que vem fazendo diante do Poder Público que está tripudiando em cima de vocês.
7. Quanto a isso, Cezar, você disse tudo ao se colocar fora do grupo que luta sem tréguas para que os direitos dos cidadãos não sejam tripudiados.
Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??