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Mittwoch, 30. Juli 2008FÓRUM DAS ENTIDADES CIVIS ORGANIZADAS DO ESCONVITE A TODAS AS ENTIDADES INTERESSADAS
PARA ASSEMBLÉIA ORDINÁRIA DO FÓRUM DAS ENTIDADES CIVIS ORGANIZADAS DO SUL DO ESPÍRITO SANTO
QUE SERÁ REALIZADA EM 3 DE AGOSTO DE 2008 (DOMINGO), ÀS 14 HORAS NA POUSADA DAS BROMÉLIAS, NO BAIRRO GUANABARA, EM ANCHIETA. TELEFONE: (28) 3536.1558
PAUTA: 1. Aprovação do Regimento Interno. 2. Eleição da Coordenação Executiva, 3. Outros assuntos. JUNTOS VAMOS MAIS LONGE!!! Ilda de Freitas - Progaia Bruno Fernandes da Silva - Gama Carlos Humberto de Oliveira - IPA Sonntag, 27. Juli 2008QUANDO A FEIRA VIRA CIRCOA pequena e agradável feira dos sábados em Anchieta vira circo de quatro em quatro anos. Candidatos de todos os partidos circulam apertando mãos, sorrindo, abraçando quem se deixa abraçar ou não tem tempo para fugir do abraço. Na feira de ontem só havia mais banana do que canditado e alguns feirantes reclamavam do assédio. Os discursos vão se adaptando ao freguês e os poucos que ainda tem a coragem de se aproximarem de mim dizem invariavelmente que "estão comigo na luta para não permitir que Anchieta se torne um caos com o pólo industrial". Alguns descem o sarrafo nas multinacionais, como se isso pudesse me convencer das suas boas intenções. É tanta cara-de-pau que nem dá vontade de comentar, mas quem sabe isso alivia a náusea que sinto desde então? Costumo perguntar porque não falam isso em público, porque será,hein? A verdade é que estão todos lutando, apenas, para arrancar os que agora estão sugando as tetas da grande vaca institucional, que será cada vez mais gorda com a ração das multinacionais e, claro, se agarrarem a elas. Gostaria de ter a esperança de haver algum candidato com boas intenções mas sei que isso é quase uma utopia. E isso seria apenas para os vereadores que substituiriam o atual time legislativo, tão bem amalgamado com o executivo que nem sabemos o que é um e o que é outro. Para prefeito, está claro, não temos opção. Gente, que tristeza, que desolação! Poluiram a feira de ontem e, perto deles, qualquer laranja podre jogada no chão parece manjar dos deuses. Dienstag, 22. Juli 2008FALAS OU CALAS?Mail enviado à June, da Samarco, responsável pela coordenação da Comissão de acompanhamento das condicionantes da LO, também criada por uma condicionante (26) e que recebeu o nome de "FALAS" June, bom dia. Ontem, após falar com alguns membros da sociedade civil e alguns integrantes da CENG, decidi lhe escrever para documentar nossa imensa insatisfação com o rumo que a formação da nova comissão de acompanhamento da LO da 3a usina - FALAS - está tomando. Aliás, a insatisfação vem cresndo já há algum tempo e ganhou mais definição com os editais da Samarco que nos deixou a todos profundamente chocados. Nosso trabalho na CENG mostrou que estamos empenhados na edificação de um novo conceito de cidadania e isso ficou claro com o grau de civilidade e de respeito que nortearam nossas abordagens, mesmo nos momentos de grande tensão no tratamento de questões que nos colocavam em posicionamentos de extremo antagonismo. Nós mesmos nos referimos a isso como um processo onde todos teríamos que aprender e, nesse contexto, as aparências muitas vezes fizeram com que, em certas ocasiões, alguns se esquecessem de que o núcleo das divergências será sempre o mesmo, caso contrário nem teríamos razão de existir. O certo é que fizemos nossa parte com o máximo de transparência, honestidade e empenho, o que criou um bom clima de trabalho e discussões. O sucesso da CENG passou inclusive a ser explorado no esquema de marketing da Samarco e, mesmo conscientes disso, participamos de eventos que, de forma direta ou indireta, serviam a esse objetivo. A verdade é que a CENG passou a ser apresentada como o resultado positivo de um trabalho da Samarco na obtenção de um bom relacionamento com a sociedade quando, na verdade, foram os membros da CENG que imprimiram um novo caráter a esse relacionamento. Civilizado, porém firme. Apesar disso e considerando todo o lado positivo da experiência, esse processo poderia estar ainda em andamento mas, infelizmente, os recentes acontecimentos nos levam a reavaliar tudo isso. Quando fomos convidados para a reunião da FALAS, achávamos que trataríamos de dar continuidade ao trabalho iniciado na CENG e não fizemos segredo disso. A decepção foi grande quando vimos que o objetivo não era esse. Vista com a devida distância, a proposta que nos foi apresentada naquela reunião foi uma ofensa para todos nós. Se alguns não compreenderam de imediato sua amplitude e as possíveis consequências da sua aceitação pelo grupo, foi justamente pelo fato de termos sido pegos de surpresa e não termos a mínima idéia do que se tratava. Mais absurdo ainda foi a pressão para que aprovássemos o tal projeto pois essa aprovação equivaleria a um sério comprometimento dos líderes, tanto em matéria de horas de trabalho quanto em envolvimento. A proposta vinha de encontro a tudo aquilo que havíamos nos empenhado para conseguir na CENG: Respeito da empresa com a comunidade, transparência nas ações, participação da sociedade nas suas políticas públicas, divulgação das suas intenções e debates com as comunidades sempre que forem elas o alvo de quaisquer ações, programas ou projetos. Tudo nos leva a crer que o tal projeto, elaborado apenas pela Samarco e em total segredo, e que nos foi apresentado como uma grande abertura da empresa às discussões com a comunidade, parece ter um objetivo bem diferente do anunciado. Ele fragmentaria as ações dos líderes comunitários e desviaria o foco das atenções e dos trabalhos tanto da esfera da FALAS quanto das arbitrariedades, ilegalidades e absurdos que norteam a implantação do pólo industrial de Anchieta. O ofício que acabamos de receber da Samarco só reforça essa impressão. A participação dos representantes da sociedade civil na FALAS "dependerá" agora de um ofício das entidades, nomeando titular e suplente, que deverá ser protocolado na Samarco até dia 30 na própria Samarco. Agora pergunto: Porque, para convocar para a reunião - que disseram já ser da FALAS - onde deveríamos aprovar o tal projeto que a empresa atrelou ao cumpprimento da condicionante 26 da LO da 3a usina, a Samarco apenas telefonou a todos os líderes e ainda insistiu nas suas presenças? Se tivémos aceito a tal "proposta", ela certamente consideraria a FALAS como constituída e não estaria agora criando dificuldades para a formação da comissão. Aguardo uma resposta. Obrigada. Ilda de Freitas Montag, 21. Juli 2008MENSAGEMÉ LAMENTÁVEL A QUE PONTO CHEGOU O ESPÍRITO SANTO. PASSOU DE UM EXTREMO (GOVERNO JOSÉ IGNACIO), QUE USAVA A SOCIEDADE E O SETOR EMPRESARIAL PARA ALCANÇAR BENEFÍCIOS PRÓPRIOS, PARA UM OUTRO EXTREMO (GOVERNO PAULO HARTUNG), QUE ENTREGOU TUDO NAS MÃOS DO SETOR EMPRESARIAL. A CUMPLICIDADE DESTE SEGUNDO MANDATO DO PAULO HARTUNG COM OS SETOR EMRPESARIAL É VERGONHOSA!! O ESTADO DEIXOU DE SER PÚBLICO PARA SER PRIVADO (MANDAM AS EMPRESAS). ATÉ PELA SUA FORMAÇÃO ACADÊMICA (ECONOMISTA) O NOSSO GOVERNADOR NÃO TEM QUALQUER TENDENCIA PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL, POIS A ESCOLA NEOLIBERAL DA QUAL ELE FAZ PARTE, ACREDITA SOMENTE NA VISÃO "DESENVOLVIMENTISTA", AQUELA QUE TODOS NÓS JÁ CONHECEMOS. É POR ISSO QUE AS TRES GRANDES REDES DE MIDIA DO ESTADO NÃO DÃO ESPAÇO PARA A SOCIEDADE CiVIL ORGANIZADA, A NÃO SER AQUELAS QUE SERVEM AO "MARKETING SOCIAL" DAS EMPRESAS EM SUAS POLITICAS DE “RESPONSABILIDADE SOCIAL”. PRECISAMOS AGIR LOGO, FAZER BARULHO, MOSTRAR QUE ESTAMOS DISPOSTOS A PAGAR O PREÇO QUE FOR NECESSÁRIO PARA DESMASCARAR O AUTORITARISMO QUE IMPERA NO ESPÍRITO SANTO POR PARTE DO GOVERNO DE PAULO HARTUNG EM BENEFICIO DO SETOR EMPRESARIAL. Carlos Humberto de Oliveira - Diretor do Instituto Portas Abertas Freitag, 18. Juli 2008A RAPOSA COM AS CHAVES DO GALINHEIRO!!!!COMPANHEIROS! VEJAM SÓ A QUE PONTOS CHEGAMOS! A ESPÍRITO SANTO EM AÇÃO, A ONG DAS MULTINACIONAIS, ESTÁ AGORA CORDENANDO OS TRABALHOS PARA A MUDANÇA DA LEI 5361 QUE REGULA A POLÍTICA FLORESTAL DO ES!!!!! A RAPOSA ESTÁ COM TODAS AS CHAVES DO GALINHEIRO!!!! VAMOS CONTINUAR ENGOLINDO ISSO TUDO? CLARO QUE NÃO!
Projeto Meio Ambiente finaliza propostas de mudança na legislação sobre política florestal
Membros do Espírito Santo em Ação estiveram reunidos na última sexta-feira (11) para concluir as sugestões de reformulação da Lei nº 5.361 que regula a política florestal no Espírito Santo. Dentre as propostas que serão apresentadas, estão adequações em geral relacionadas ao meio ambiente. A proposta de modificação em tal Lei foi elaborada em conjunto durante várias reuniões por membros do Conselho de Agronegócio, do Conselho Florestal, Conselho de Pecuária, da Câmara de Meio Ambiente, além da Federação de Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) e outras entidades ligadas ao setor. Ainda esse mês haverá um encontro com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), proponente do Projeto de Lei que modifica a legislação estadual vigente, desde 1996, para que as contribuições sejam debatidas. O destaque de toda essa ação também se dá pelo relacionamento entre o setor público e a sociedade organizada, que estão em convergência para que a legislação reflita a realidade do setor e que sua aplicabilidade não gere dualidades. Sonntag, 13. Juli 2008FÓRUM DAS ENTIDADES CIVIS ORGANIZADAS DO ESPor falta de tempo, a notícia que considero uma das mais importantes desses últimos tempos teve que esperar para ser publicada neste blog. Trata-se da criação, no domingo passado, dia 6 de Julho, do FÓRUM DAS ENTIDADES CIVIS ORGANIZADAS DO SUL DO ES. Já há muito sonhávamos com esse fórum mas as circunstâncias não nos permitiram criá-lo antes. Foi necessária uma série de fatores para que ele finalmente ganhasse vida. Desses, o mais importante foi sem dúvida o despertar da sociedade civil para os perigos reais que ameaçam nossa região. Durante muito tempo ela parecia não acreditar no que estava sendo preparado à sua revelia, ou seja, o plano arquitetado pelo governo do Estado e multinacionais, que mudará para sempre nossas vidas e nossa região. Plano esse que só trará real bonança àqueles cujo poder econômico e político é insaciável e engole, como um buraco negro, tudo o que estiver no seu caminho, até mesmo os discursos dos seus opositores. Para a execução desse plano, dispõem de um exército de mercenários de alto padrão, familiarizados com a mais antiga alquimia do mundo: a que visa transformar tudo em ouro. Ouro para eles, chumbo e ferro para a população. A criação do fórum contou com a presença de 16 entidades civis organizadas de Anchieta, Guarapari e Piúma. Outras entidades se comunicaram conosco, justificando a ausência de um representante mas solicitando que o prazo de adesão dos membros fundadores seja estendido até o próximo encontro. Atendendo essa demanda e também em respeito às entidades que ainda não puderam ser notificadas, a próxima reunião, dia 3 de Agosto de 2008, será uma continuação da primeira, embora mantenhamos o dia 6.7.08 como a data da criação do fórum. Desejamos e trabalharemos para que esse fórum se torne a principal referência da atuação da sociedade civil no litoral sul do ES e solicitamos a todos nossos amigos que colaborem conosco na sua divulgação. ESTAMOS CONSCIENTES DO PODER DA VALE, DA SAMARCO, DA PETROBRÁS, DA BAOSTEEL E DE TODOS SEUS PARCEIROS POLÍTICOS. MAS NÃO SUBESTIMEM O PODER DA SOCIEDADE QUANDO ELA DECIDE SE UNIR E LUTAR PELOS SEUS DIREITOS E SE ERGUER CONTRA OS ABUSOS, ILEGALIDADES E INJUSTIÇAS. Samstag, 12. Juli 2008PASTAGENS ECOLÓGICASÉ com grande prazer que abro aqui um espaço para o prof. Jurandir Melado, ganhador do prêmio Von Martius de 2007 que teve 132 projetos inscritos O Manejo Sustentável de Pastagens na prevenção dos Incêndios na Floresta Amazônica Jurandir Melado * O Manejo Sustentável de Pastagens que, na minha concepção, tem como tecnologias básicas o Sistema de Pastoreio Racional Voisin e a Pastagem Ecológica está associado ao Programa de prevenção e controle dos incêndios na floresta amazônica desde a primeira fase do programa, iniciado em outubro de 1999, com o projeto “Fogo! Emergência Crônica” por uma iniciativa da Cooperação Italiana no Brasil e financiado por um fundo emergencial do Governo Italiano. Na fase I (1999-2002), as atividades desenvolvidas, na minha área de atuação, foram principalmente, reuniões com produtores e palestras de motivação e informação, sobre as alternativas ao uso do fogo no manejo e para a elevação da produtividade e sustentabilidade das pastagens. Em 2002, a Embaixada da Itália fez publicar o livro “A Amazônia Encontrando Soluções” em cujo conteúdo figurou o texto de minha autoria “Manejo Sustentável de Pastagens – sem o uso do fogo”, que no volume completo e numa separata, levou informação sobre esta alternativa ao uso do fogo a milhares de pessoas interessadas, nas regiões mais necessitadas. Na fase II (2003-2006) do Programa Fogo: A Amazônia Encontrado Soluções, como passou a ser conhecido, já em caráter ordinário e bilateral (com a participação do Governo Brasileiro - MMA), foi dado continuidade às palestras e iniciou-se a implantação de Unidades Demonstrativas de Manejo Sustentável de Pastagens. As UDs foram implantadas em parceria com produtores locais e apoio do Programa, que em alguns casos arcou com a totalidade dos custos. A iniciativa das Unidades Demonstrativas se revelou de grande eficácia na divulgação das tecnologias. Uma coisa é assistir a uma palestra informativa, por melhor que seja fundamentada, preparada e apresentada; outra coisa muito diferente é visitar uma unidade demonstrativa onde se podem verificar in loco os procedimentos, os efeitos benéficos de tecnologias e ouvir depoimentos espontâneos das pessoas envolvidas. A partir de 2004, houve uma troca de comando no “Programa Fogo”. Saiu o primeiro coordenador, Sr. Franco Perlotto e assumiu o Sr. Roberto Bianchi, que imprimiu nova dinâmica ao Programa, a partir daí chamado de “Programa de prevenção e controle dos incêndios na floresta amazônica”. As atividades deste período (2004-2006) foram relatadas em uma publicação da Embaixada da Itália com o mesmo título do Programa, na qual o “Manejo Sustentável de Pastagens – sem o uso do fogo” teve presença destacada. Ao longo dos anos, o Programa foi evoluindo e ocorreu uma seleção natural das alternativas que mais resultados trouxeram na prevenção do fogo na Amazônia. Daí surgiu a idéia do formato para a próxima etapa do programa: a formação de multiplicadores que pudessem replicar estas alternativas em suas áreas de atuação. A atual e terceira fase do Programa (2007-2008), após exaustivo período de planejamento e mobilização da clientela (2007), está sendo efetivada com o “Curso de formação técnica sobre as alternativas ao uso do fogo no desenvolvimento sustentável da Região Amazônica”. Este curso começou a ser ofertado em fevereiro deste ano, em 8 pólos: 4 no Pará (Altamira, Belém, Itaituba e Santarém); 3 em Mato Grosso (Alta Floresta, Juína e São Félix do Araguaia) e em Rio Branco no Acre. O Curso foi organizado em 10 módulos, sendo 9 com alternativas e 1 destinado à consolidação, assinatura de acordos e planejamento relativos à continuidade do Programa. A cada mês um formador leva a um dos pólos a sua alternativa. O módulo 07, sob minha responsabilidade, recebeu o título de “Técnicas para o manejo e o melhoramento das pastagens”. No momento (julho-2008), o módulo 07 já foi ofertado em 4 dos 8 pólos. Este módulo, ofertado em 3 dias, consta de palestras técnicas e da instalação em campo de um sistema de cercas elétricas, procurando o máximo de aproximação com uma situação real, onde os cursandos aprendem na prática os procedimentos que possibilitam um bom manejo das pastagens. Na parte teórica, é apresentado aos alunos, as causas da baixa produtividade média das pastagens brasileiras e as condicionantes que têm levado estas pastagens à degradação. Estas causas podem ser resumidas em uma só: o manejo inadequado. É mostrado que o sistema de pastoreio contínuo, ainda usado de forma geral no Brasil, permite apenas 1/3 da produtividade potencial de uma pastagem e a conduz gradativamente à degradação. Como alternativa ao pastoreio contínuo, são detalhadas as normas do Pastoreio Racional Voisin e da Pastagem Ecológica, tecnologias que têm a capacidade não só de elevar significativamente a produtividade das pastagens, como também de promover a recuperação natural das pastagens degradadas. Como o manejo racional das pastagens requer a sua divisão em um número adequado (elevado) de parcelas, também faz parte do conteúdo do módulo a técnica das cercas elétricas, que tem se revelado como a melhor alternativa para a divisão das pastagens, de forma eficiente, segura, econômica e ecológica. É também demonstrado claramente aos alunos, os malefícios do uso do fogo nas pastagens, que além de trazer sérios inconvenientes para a própria pastagem e o solo, é o que origina grande parte dos incêndios florestais em áreas de fronteira agrícola. Com a Pastagem Ecológica, o uso do fogo é totalmente descartado, por não trazer nenhum benefício e sim um grande número de malefícios. É mostrado também, que se hoje a pecuária é apontada como uma vilã no processo de aquecimento global, a causa principal é o desmatamento para expansão da atividade e pela degradação das pastagens, transformando-as em verdadeiros espelhos refletores de calor para a atmosfera. As tecnologias propostas têm o grande mérito tanto de evitar novos desmatamentos, pela elevação da produção das pastagens já utilizadas, como de diminuir o efeito “refletor”, pela recuperação das pastagens degradadas, transformando-as em Pastagens Ecológicas. O curso é concluído com uma prática em campo, onde os alunos se exercitam na construção de um sistema de cercas elétricas simulando uma situação real de um projeto de manejo racional de pastagem. Esta instalação permanece no local de sua construção, como uma unidade demonstrativa de uma cerca elétrica padrão, aberta à visitação. Após a realização do curso na metade dos pólos, posso dizer que estou muito satisfeito com a avaliação do módulo pelos alunos. Acredito que o maior mérito desta avaliação positiva, se deva à parte prática, onde os alunos podem verificar as possibilidades e facilidades de se levar para o campo as tecnologias exaustivamente mostradas na parte teórica do curso. Quero expressar meu sentimento de satisfação e gratidão por participar desta iniciativa, que me dá a certeza de estar fazendo algo positivo para a preservação da Amazônia e do nosso Planeta. (*) Jurandir Melado é Eng. Agrônomo, Prof. da UFMT (aposentado), autor de livros sobre manejo sustentável de pastagens e consultor da Cooperação Italiana (Embaixada da Itália no Brasil). Samstag, 5. Juli 2008PRESENTE DE GREGOAs apresentações da Avaliação Estratégica do Pólo Industrial de Anchieta continuam, dentro da linha LAVAGEM DE CÉREBRO COLETIVA. O pólo industrial, como está sendo apresentado, é a versão capixaba do Cavalo de Tróia, que deu origem à expressão “PRESENTE DE GREGO”. Essa AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA DO PÓLO, exatamente como no famoso Cavalo de Tróia, carrega no seu interior as armas para a destruição do adversário. E nesse caso o “adversário” é o próprio povo do litoral sul, com todo o seu patrimônio ecológico, cultural, paisagístico. História e mitologia se confundem quando se trata da guerra entre Tróia e Grécia. Ela teve fim após dez anos, quando foi posto em prática o plano do guerreiro grego Odisseu de presentear os troianos com um imenso cavalo de madeira. Disseram aos inimigos que estavam desistindo da guerra e que o cavalo era um presente de paz. Os troianos aceitaram e deixaram o cavalo ser conduzido para o interior de seus muros protetores. Em volta dele, festejaram o presente e a vitória e, após uma noite de muita comemoração, foram dormir felizes e exaustos. Neste momento, do interior do cavalo saíram os soldados que abriram as portas de Tróia para que os gregos entrassem e a destruíssem. Nosso cavalo de Tróia está sendo conduzido pela ONG Espírito Santo em Ação e foi confeccionado pelas multinacionais e pelo governo PH para o povo da região sul! Por eles e seus coadjuvantes oportunistas. Unidos na fabricação do presente e na estratégia para sua aceitação. Como na lenda, após um cerco de muitos anos, resta entrar na cidade e para isso a população tem que se convencer de que se trata de um presente e que é ela a grande vencedora. Muitos já se convenceram e estão comemorando, se embriagando ou dormindo felizes enquanto as portas estão sendo escancaradas para os novos conquistadores. Mas nem todos estão comemorando, nem todos estão embriagados, nem todos estão dormindo. Dos que não dormem, alguns conhecem também a história de Aquiles, o grande guerreiro grego que tinha apenas um ponto vulnerável em todo o corpo, o tendão do seu calcanhar. É ele que conecta o músculo ao osso, sendo responsável pela transferência de força entre os dois, gerando a articulação. Todo o corpo de Aquiles era invulnerável pois ao nascer a mãe o mergulhou no Estige, o rio infernal. Mas a água não lhe chegou ao calcanhar, pois a mãe lhe segurava pelos pés. Quando os troianos souberam disso só precisaram usar uma única flecha, direcionada ao seu calcanhar, e Aquiles foi destruído. Se observarmos bem, haverá sempre uma lenda ou um trecho da história sendo repetido, o repertório da humanidade não parece ser infinito. Parece ser esse o preço para a verdadeira evolução da humanidade que infelizmente, até agora, só aprendeu através de seus erros e, sempre, quando já não se podia mais voltar atrás. Dienstag, 1. Juli 2008OS FIGURANTESSó falta um fundo musical para os discursos apologéticos ao pólo industrial. O show está bem ensaiado e suas super-estrelas se deslocam livres, leves e soltas entre os palcos da China e do Espírito Santo. Os figurantes seguem atrás, embriagados pelos respingos do poder político e econômico, repetindo suas falas. A mídia acende seus holofotes sobre os self-made ídolos do desenvolvimento. Nada como ser regiamente pago para propalar otimismo, e, como no teatro, os bons atores acabam incorporando seus personagens de tal forma, que chegam até a se esquecer de quem são, ou foram. O Ser Humano surpreende pela capacidade que tem de adaptar seus desejos materiais ao seu conceito de ética, seus valores, seus ideais. Os seguidores de Hitler não foram exceção, a humanidade é isso. O mais torpe exemplo disso é a mídia, pelo seu poder de difusão, de persuasão. O que é liberdade de imprensa, liberdade de expressão? Relativo, como tudo. Mais relativo ainda para aquele que se acreditava um livre pensador e se tornou jornalista por ideal. Mas a realidade é outra. Numa encruzilhada, teve que escolher entre comer e morrer. A opção foi dar comida ao corpo e tentar enganar a alma. Não deve ter sido tão difícil assim pois, afinal, desde que o mundo é mundo, os caminhos da perdição sempre foram mais tentadores que os da redenção. Deixaram assim os interesses do patronato apagar suas consciências, decoraram as falas, passaram a viver um personagem. Assim, nossos jornalistas também viraram figurantes da grande farsa do pólo industrial. Os melhores até se deslocam pelos palcos do mundo. Estão ao lado de PH, dos figurões da Vale e da Baosteel e não se lembram mais do que os levou a tal profissão: a liberdade de expressão, com a maior diversidade possível. E o povo paga o pato. Sem direito à diversidade da informação acaba por acreditar na farsa sem saber que, aqui, os únicos que têm liberdade expressão são aqueles que estão fazendo a sua opinião.
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Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??