Trecho da coluna de Uberwalter Coimbra no Jornal Século diário:
A história da Aracruz Celulose no Espírito Santo é bem conhecida. Não é fácil uma síntese, mas a empresa amealhou, só dos descendentes de escravos negros, cerca de 50 mil hectares, no antigo Território de Sapê do Norte, formado por Conceição da Barra e São Mateus, como apontam pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
No município de Aracruz, a empresa ocupou 40 mil hectares de terras indígenas. Destes, o governo federal reconhece (baseado em pesquisas científicas encomendadas, por força de lei, pela Funai) como sendo dos índios 18.070 hectares. Mas falta demarcar oficialmente 11.009 hectares, que a Aracruz Celulose insiste em dizer que são seus.
A Aracruz Celulose também tomou terras dos pequenos proprietários, e ainda se apossou de terras devolutas, portanto terras públicas, em vários municípios do Estado. Usou e abusou, em todos os casos, da violência física e moral.
Devastou 50 mil hectares da mata atlântica e sua biodiversidade, e usou a área para plantar eucalipto. Envenena a terra com agrotóxicos, que contaminam e matam gente, animais silvestres e plantas. Plantações que acabam com a água.
Sempre contou com favores do Estado: do governo federal, durante a ditadura militar, no seu processo de implantação. Dos outros governos, até hoje. E com favorecimentos permanentes dos governos do Estado.
Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??