Sinto-me feliz quando o meu trabalho é reconhecido, quem não sentiria? A natureza do ego é fascinante! Estou imaginando cada uma das características de uma pessoa como uma flor e o ego seria a fita que as une. Sem o bendito ego nem estaríamos aqui pois não teríamos a consciência de existir. Tudo o que fazemos ou desenvolvemos parte da consciência de existirmos e de sermos únicos.
Ser único não quer dizer separado do resto. Cada célula do corpo é única mas não teria nenhuma função separadamente, aliás, nem existiriam. A partir de um certo desenvolvimento começamos a perceber isso e passamos a encarar o ego como um vilão. O nosso combate aos excessos do ego é muitas vezes, apenas, uma das suas manifestações...
Existem campos de batallhas óbvios onde egos se confrontam: a esfera política, o esporte, o mundo do entretenimento e da moda, todos os bastidores do poder e do cresimento económico. Mas o menos óbvio não é menos verdadeiro. Por detrás de exemplos de heróis da virtude e da espiritualidade, será fácil, se analisarmos bem, encontrar majestosos egos. Os livros sagrados e os de história estão cheios deles. Acredito que a melhor maneira de conhecê-lo é ainda tratá-lo como um amigo. E observá-lo sempre, para que não extrapole, não fuja do nosso controle...
Se eu me sentir gratificada pelo fato de alguém gostar do que estou escrevendo, esse sentimento será do meu ego, podem crer. Nessas ocasiões, meu único desejo é de ter condições de reconhecer isso e de analisar o impacto causado. Se, em vez de estar escrevendo isto eu estivesse publicando um best-seller e recebendo muitos elogios, o meu trabalho seria evidentemente maior. Porque aí eu poderia partir para a falsa modéstia. E a falsa modéstia é obra de quem? Bingo!
Assim, não seria melhor tratar o ego como a água de um rio que pode transbordar de vez em quando? Consciente disso, talvez eu possa fazer uma grande represa. Bem administrada, ela poderá gerar energia e poderei até criar peixes nela. E flores! Porque uma coisa é certa: é mellhor que essa água fique mesmo sob controle, e bem à vista. Só assim poderei ver o efeito das reverberações do sol. Se, ao contrário, eu deixar que a água flua para as profundezas, nunca saberei o alcance da sua força. Ela escolherá então os caminhos mais fáceis ou abrirá seus próprios caminhos, alguns subterrâneos. Já imaginaram as grandes cavernas escuras que criariam?
Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??