Montag, 23. Juni 2008
BAOSTEEL FOI REJEITADA E SE QUISER FICAR EM ANCHIETA TERÁ QUE TRAVAR GUERRA. O Comitê das Bacias Hidrográficas da Região do Rio Benevente, REJEITOU em reunião ordinária do “Parlamento das Águas”, ocorrida em Anchieta, dia 18 de junho de 2008, a construção da Baosteel, empresa CHINESA que pensa em se instalar em Anchieta, Estado do Espírito Santo. O Comitê do Rio Benevente, tem entre suas competências, a de 'Arbitrar os conflitos relacionados aos Recursos Hídricos da bacia' de acordo com a lei federal 9.433, o que foi feito após apresentação superficial a respeito da AAE - Avaliação Ambiental Estratégica dos impactos das Indústrias na região da Bacia do Rio Benevente. Na reunião, o que deixou os membros do Comitê perplexos foi a localização do Pólo Industrial e de Serviço de Anchieta (PISA), que é totalmente às margens do Rio Benevente. Sem água a Baosteel não consegue produzir. A elaboração da apresentação foi produzido pelo órgão do Governo estadual, ADERES- Agência de desenvolvimentos em rede do ES. Os membros do Comitê ficaram decepcionados, pois imaginavam que o Órgão ambiental do Estado (IEMA), que integra o Grupo temático Água do Estudo, tivesse todas as informações a respeito de Recursos Hídricos e seus impactos. A apresentação foi feita pelo presidente do Comitê. O estudo foi "doado" pelas indústrias, através da ONG industrial 'ES em Ação', que congrega a Aracruz Celulose, Arcelor, Cepemar (consultoria Ambiental),Futura( pesquisas), Rede GAZETA,Rede Tribuna, Samarco, Vale (CVRD), entre outras empresas concentradoras de riqueza. A partir de agora vocês podem compreender porque A GAZETA e a TRIBUNA estão mostrando apenas o que é do interesse das grandes empresas e do Governo Paulo Hartung. Essa parceria impede que os cidadãos do ES recebam as informações do que está acontecendo e, assim, são as multinacionais que formam sua opinião O Estudo técnico AAE, foi elaborado pelas empresas, Cepemar e Futura, as mesmas que integram a ONG industrial. Um estudo desta envergadura deveria ser elaborado por uma Universidade Pública se a intenção fosse a produzir um estudo imparcial. Na China, a Baosteel, maior produtora de aço do país, vai crescer pouco, pois em 2004 produziu 21,4 milhões de toneladas de aço bruto, em 2007 subiu para 23 milhões de toneladas. Ocorre que na China a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o principal órgão de planejamento econômico do país, assinou contratos para eliminar 49,31 milhões de toneladas de capacidade obsoleta de fundição de Ferro e Aço. Isso envolverá 573 empresas entre elas a BAOSTEEL. Pressionada pela ONU e por estar perdendo mercado, a China elaborou uma estratégia para torná-la "ambientalmente amigável". Uma das suas metas é reduzir seu consumo de energia até 20% até 2010 sem que isso afete seu desenvolvimento. Na prática isso significa: EXPORTAR A POLUIÇÃO PARA PAÍSES COMO O BRASIL! No Brasil a Baosteel e tercerizadas não precisam de metas para o consumo de energia e as questões ambientais são tratadas pelos governantes, especialmente no Espírito Santo, como impedimento ao "desenvolvimento", apesar da ONU deixar bem claro que proteção ambiental significa qualidade de vida. Bruno Fernandes da Silva Diretor executivo – GAMA Membro do Comitê do Benevente.
Samstag, 21. Juni 2008
Anteontem, dia 19.6.08 foi realizada uma reunião convocada pelo IEMA – Instituto Estadual do Meio Ambiente, com a finalidade de “informar e esclarecer às associações de Pescadores de Anchieta sobre a realização da Sondagem Submarina para implantação de Terminal Marítimo em Ubu, encomendada pela empresa Vale. Os pescadores compareceram em massa e lotaram o pequeno auditório de um dos hotéis locais. A apresentação foi feita pelo Sr. Fernando Aquinoga, do Iema e pessoal técnico da Vale. Como sempre foi enfatizada a “boa vontade por parte das autoridades e da empresa em mostrar transparência nas suas ações e se abrir ao diálogo com a sociedade para que tudo seja debatido e esclarecido e que cada etapa possa ser acompanhada pela população.” Bonito. Serão realizados 19 furos de sondagem, sendo um em terra e 18 no mar. O importante é lembrar que essa sondagem servirá para os estudos para a instalação da estrutura de um porto de águas profundas, com um calado de 23 metros, um dos maiores do Brasil, destinado a escoar a produção CSV, a gigantesca empresa criada pela Vale e pela chinesa Baosteel que pretendem produzir 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano, já com intenções de dobrar essa produção o mais rapidamente possível. Mas essas coisas não foram ditas na reunião. Concentraram-se em apresentar um estudo, praticamente inócuo para o meio ambiente e a comunidade pesqueira local. Quando os pescadores manifestaram preocupação e lembraram os prejuízos sofridos quando a Petrobrás instalou sua plataforma de estudos, os apresentadores disseram que esse método é muito menos impactante que o precedente e que a pesca praticamente não seria afetada. Os pescadores, baseados na sua experiência, demonstraram que, mesmo assim, a pesca não seria possível nessa área durante todo o período das sondagens, aproximadamente quatro meses. Para eles, a questão é simples: querem ser indenizados. Foi proposto um novo encontro com os pescadores para discutir as medidas mitigadoras do impacto. Para mim a questão não era tão simples assim. Minhas palavras foram dirigidas tanto aos apresentadores quanto ao público. Considerei que: 1. Esse estudo já mostra, de forma inequívoca, que os trabalhos para o pólo industrial já se iniciaram e isso, sem o EIA exigido pela Resolução do Conama 237. 2. Que tanto o porto quanto a área em que será instalado, também já é coisa decidida, sem consideração para qualquer outra alternativa menos impactante. 3. Que é revoltante a hipocrisia que envolve todas essas apresentações, que minimizam ou escondem os aspectos negativos do que será, na verdade, um verdadeiro estupro ambiental e social. Que os pescadores têm que compreender que não ficarão sem pesca durante apenas quatro meses. Que devemos começar a encarar e lidar com as verdades se quisermos partir para soluções. A pesca acabou, para sempre, que compreendam isso, que as discussões partam daí. O resto é conversa fiada, é a tentativa das autoridades e empresas de irem mostrando a realidade aos pouquinhos, pois ela assusta. Que aprendam a nos respeitar e mostrem as coisas como são. 3. Que o modo como as coisas estão sendo apresentadas mostra o desrespeito com que os cidadãos estão sendo tratados pelo Governo Paulo Hartung pois são as próprias multinacionais que estão no comando das políticas para a implantação do pólo. Como se não bastasse, a população não tem ao menos o direito de obter todas as informações de que necessita para se fazer uma opinião. Pois a opinião já vem pronta através da mídia já que a Rede Gazeta e a Rede Tribuna também são parceiras das multinacionais! Foi essa parceria que criou a ONG Espírito Santo em Ação que vem desenvolvendo TODOS os trabalhos, estratégias, estudos e divulgação do projeto que transformará o Estado do Espírito Santo em quintal do mundo.
Mittwoch, 18. Juni 2008
Tivemos ontem uma reunião pública para a apresentação da Avaliação Estratégica do Pólo Industrial de Anchieta, dentro do programa criado pela Espírito Santo em Ação (a ong das multinacioonais) "para que todas as questões sejam amplamente debatidas com as comunidades impactadas..." Eu já havia participado de duas reuniões com o mesmo conteúdo porém direcionadas a segmentos específicos (Conselhos, Conselho de Saúde, Comité de Bacia do Benevente). A de ontem seria dirigida à toda a comunidade mas aparentemente houve falhas na divulgação e o públlico era minguado o que nada favoreceu a dinâmica da reunião. Não houve debates. Como eu já havia participado das outras reuniões e debatido muitos dos pontos apresentados, preferi escutar o que a comunidade teria a dizer e os questionamentos que seriam levantados. Constatar o pouco interesse que as pessoas têm pelas questões que decidirão seu futuro é desolador. Não sei até que ponto elas são vítimas ou apenas mercenários em potencial à espera de uma oportunidade que faça despertar seus verdadeiros interesses. Talvez os dois. A mídia ocupa um papel importante nesse comportamento. Como sabemos, toda a mídia tradicional do ES está nas mãos da oligarquia econômica que patrocina nossos políticos e todo o esquema que visa transformar uma região de imenso patrimônio ecológico, num imenso pasto para os cidadãos. Diante de mais uma apresentação dessas, conduzida por pessoas tão inteligentes e simpáticas e diante do pequeno público que parecia hibernar à espera do Eldorado prometido, fiquei matutando em como a mentira pode ser muito mais encantadora do que a verdade. A verdade seria como um pinheiro na natureza, resistente, verde e forte, raízes firmes no chão crescendo em direção à luz e ao sol. Quase ninguém o vê, especialmente se for apenas parte de uma floresta. A mentira seria esse mesmo pinheiro, cortado e enfeitado para a decoração de natal. Com lantejoulas, fitas, luzes, pacotinhos de presente vazios e dezenas de cartões que falam de amor, de paz, de solidariedade, enfim de tudo o que sabemos que não existe mas gostaríamos tanto que existisse! O pinheiro, agora sem raízes e enfiado num velho balde que ninguém vê, é agora o centro das atenções e das emoções. Não importa se está morto, não importa se vai para o lixo dentro de alguns dias, não importa se tudo é mentira, ele está lindo!
Montag, 16. Juni 2008
Dr. Paulo Sérgio, boa tarde. Obrigada pelos esclarecimentos e espero que tenha compreendido as motivações que me levaram a escrever-lhe. Sinto muito pela sua mãe e posso imaginar o que isso significa para o senhor. Nessas circunstâncias, o fato que deva se ausentar é normal e um direito seu, mas o que não é normal é não ter com quem dividir o trabalho e as responsabilidades do seu cargo. Mesmo para um simples observador, seria difícil dissociar as carências e outros problemas do MP do esquema do atual governo já que essas dificuldades só favorecem o objetivo do governo e das multinacionais. Não posso acreditar em coincidência já que tudo parece obedecer a um plano bem estruturado onde cada detalhe se encaixa num outro. Nesse contexto, a questão da criação do Conselho de PDM em Anchieta, por exemplo, torna-se apenas mais uma pedra numa gigantesca estrutura onde, necessariamente, todos os poderes estão representados. Para mim, a grande e lamentável importância do Conselho de PDM de Anchieta é o fato de simbolizar a convergência do que há de pior nos seres humanos e no poder público. Aí temos a decadência dos valores éticos e morais sustentando a decadência dos órgãos públicos, tudo despencando como bola de neve sobre a base que os sustenta, a sociedade como um todo. Termos como democracia, direitos humanos, responsabilidade social, desenvolvimento e tantos outros, são apenas recursos linguísticos e de retórica usados para a lavagem cerebral que vai, via urnas, via democracia, legitimar o poder daqueles que, justamente, destroem a democracia. Toda essa força encontrou terreno propício no ES onde parece desabrochar após anos de intensa preparação, e é estarrecedor imaginar como será sua plenitude. Assim, não podemos mais esperar. Não direi que seu mail me tranquilizou porque sei que o senhor não teria os meios de reverter tudo o que já aconteceu. O que seria importante no momento seria fazer com que as empresas e o poder público compreendessem que não estão acima das leis, mesmo se o sistema e as mudanças no MP ocasionaram uma quase paralisia no órgão, pelo menos no que diz respeito à Anchieta e às nossas solicitações de intervenção. Sobre isso, gostaria de ouvir sua opinião. O fato de eu lhe ter escrito significa que ainda tenho confiança no senhor e eu mesma enfatizei a sua boa atuação enquanto era promotor de Anchieta. A minha preocupação é que as coisas já não são como antes. Aguardo notícias, obrigada. Ilda de Freitas
Não seria justo se, após ter publicado o mail que enviei ao Dr. Paulo Sérgio, se não publicasse a sua resposta, no mesmo dia. Aqui vai: > D. Hilda boa noite. > Recebí apenas este seu último e-mail. > Estive duas semanas de licença para poder dar mais assistência a minha mãe que encontra-se muito doente. > Neste período, com a eleição do novo Procurador Geral, a Administração Superior do MPES, está se reestruturando com diversas mudanças que estão sendo efetuadas. No Centro de Apoio do Meio Ambiente saiu a Dra. Marluce entrou a competente Dra. Nícea. Na Coordenadoria Regional Sul ( Getcaurbe Regional ) entrou o experiênte Dr. Marco Antonio Nogueira. > Por ora continuarei ajudando, junto a Cordenadoria, nas questões de Meio Ambiente na região. A base física da Coordenadoria será agora em Guarapari, até que se construa em Anchieta a nova Promotoria de Justiça. > Quanto a implantação do Conselho de Meio Ambiente, fui informado que depois de longa espera as modificações legislativas foram aprovadas pela Camara Municipal de Anchieta. Condição essencial para a instalação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. > Na proxima quarta-feira (18/06) estarei recebendo oficialmente cópias da Lei alterada e me reunindo com a Administração Estadual para iniciar as providências necessárias para a instalação do Conselho. > Quanto as critícas da atuação de minha Instituição me parecem que não são justas, posto que, tal julgamento equivocado, não condiz com todas as conquistas que já tivemos para a Comunidade de Anchieta, com todas as compensações sociais e ambientais efetuadas por conta do TAC celebrado entre o MPES e a Samarco, com investimentos compensatórios totais em torno de 15 milhôes de reais. > No MEPES foram aplicados mais de dois milhões e meio de reais com a ampliação,reforma e novos equipamentos de última geração, ambulância top de linha, aparelho de ultrassonografia, e tantos outros eqipamentos necessários a um atendimento diferenciado e eficaz. Dois novos postos de saúde modelos em Máe-bá e Parati. Asfaltamento de até dez quilometros em Máe-bá e Ubu. Trevo de acesso a Máe-bá na Rodovia do Sol, que passou a evitar os diversos acidentes que alí ocorriam. A Estação de Tratamento de Esgoto que iniciará sua operação em 60 dias, na comunidade de Máe-bá, evitando o lançamento de esgoto in natura direto na Lagoa, aliás uma obra que a comunidade esperava a mais de 30 anos. Construção de Vertedouro das aguas da Lagoa para o Mar, mantendo o nível da mesma dentro de padrões ideais, facilitando e preservando a pesca no local, e evitando o risco de morte que existia na forma de vertimento anterior. Construção de um grande Centro Esportivo, com arquibancadas e vestiários, para a comunidade de Máe-bá. Quinze mil cartilhas confeccionadas e distribuidas com a finalidade de informar e educar a população da necessidade de um meio ambiente saudável. Trezentos ventiladores instalados nas escolas municipais. Contatação de quatro médicos especialistas, por mais de cinco anos, para atender as pessoas das comunidades mais vuneráveis. Poderiamos ainda também enumerar as diversas compensações ambientais constantes do referido TAC, mais me estenderia por demasiado. Entretanto me coloco a disposição da Sra. e de todas as entidades de meio ambiente para explicá-las detalhadamente. Todas no sentido de minimizar os inevitáveis impactos ambientais e um desenvolvimento sustentável. > Creio que muito ainda se deva fazer, mas esse TAC da Samarco poderá servir de paradigma para as Empresas que venham se instalar na Região. > Me parece equivocada a avaliação de que se o MPES tomar a iniciativa de ajuizar ações tudo será resolvido como num passe de mágica. Não é essa a realidade, pois as demandas jurídicas, dependem do Judiário e levam anos para serem julgadas em definitivo, pois o sistema recursal brasileiro é insano e as grandes Empresas contratam grandes escritórios de Advocacia que sabem muito bem como perpetuar uma lide. Isto não significa dizer que quando na há a alternativa da negociação, através do TAC, nos não utilizemos dos meios legais. Mais a maior preocupação do MPES é que a comunidade possa ser beneficiada de imediato através dos Termos de Ajustes, que só dependem do MPES. > Assim sendo, espero ter dado as informações e os esclarecimentos que se fazem necessários para o momento. > Saudações. > > Paulo Sergio. >
Freitag, 13. Juni 2008
Dr. Paulo Sérgio, bom dia. Estou muito preocupada pela total ausência de notícias de sua parte. Escrevi-lhe, mais uma vez, há duas ou três semanas e não me respondeu. Estamos no meio do ano e ainda nada foi feito com relação à criação do Conselho de MA embora o senhor nos tenha dado sua palavra de que estaria cuidando pessoalmente disso. Lembro que isso já dura anos. O Conselho de PDM, Desenvolvimento e Meio Ambiente, criado pelo prefeito Edval Petri, que foi de encontro ao Estatuto da Cidade e deixou claro o escárnio com que as leis são tratadas no ES, continua vigorando. Apesar de havermos recorrido ao MP, que se manteve e continua omisso, ele continua funcionando como um dos instrumentos mais fortes do poder público e tem sido apresentado como sendo também de Meio Ambiente. Esse deboche institucionalizado é ainda mais repulsivo por sabermos que os Conselhos foram criados como um dos maiores instrumentos da democracia, justamente para permitir que os cidadãos participassem das políticas públicas. Por outro lado, estamos sendo massacrados pela Espírito Santo em Ação, a ong contratada pelo governo para cuidar da implantação do pólo. Ong essa que, como o senhor sabe, foi criada pelas multinacionais, as mesmas que patrocinaram as campanhas de vários políticos, inclusive do Governador Paulo Hartung. Eu e alguns companheiros participamos de algumas apresentações do que esse grupo chama de Avaliação Estratégica para a implantação do pólo. Os "estudos" estão focados apenas em positivar a imagem do pólo industrial. A sociedade não tem nem ao menos o direito de se fazer uma opinião já que a mídia tradicional também serve apenas aos interesses das multinacionais e não passa informações, apenas a opinião do que é do interesse da oligarquia econômica e política. Assim, conjugando o imenso poder da mídia, que há meses tem martelado o maravilhoso cenário do "desenvolvimento", juntamente com ação do pseudo-conselho e as apresentações da Espírito Santo em Ação, consideramos como caracterizada a LAVAGEM DE CÉREBRO COLETIVA que está sendo realizada no Espírito Santo e, em especial, em Anchieta. A pergunta é: tudo, absolutamente tudo está nas mãos das multinacionais? O que podemos esperar do MP? Até agora podemos constatar que nada, absolutamente nada, está sendo feito para impedir esse massacre às leis, ao MA e aos cidadãos. Fomos informados que os estudos de Impacto ambiental da Cia. Siderúrgica de Vitória (CSV) estão sendo finalizados. Como? Sem Termo de Referência? Lembramos que a CSV realizou até a terraplanagem no local da obra, há meses, sem nenhuma licença, sem nenhum estudo, como exige a lei. Esse local está, inclusive, sendo mostrado pelo prefeito Edval Petri na sua propaganda do pólo, dentro do processo de lavragem cerebral coletiva pois age como elemento psicológico importante, ao propiciar a "visualização do cenário do desenvolvimento". E como fica a Resolução 237 do Conama que exige a realização de um EIA para um pólo industrial? O Espirito Santo, apesar das aparências, não está acima das leis, mesmo que comandado por poderosas oligarquias. Para ilustrar isso gostaria de lembrar a atuação do MPF em Pacém, Pernambuco, que exigiu o EIA para o pólo, mesmo após terem sido iniciadas as obras. Lembro ainda a atuação do MPF no Maranhão que impediu a instalação da Baosteel em São Luiz. E, mais recentemente, o MPF determinou a suspensão das licenças ambientais dadas pela Fundação Estadual de Engenharia e MA (Rio de Janeiro) para as obras da Cia. Siderúrgica do Atlântico (CSA) e exigiu que as irregularidades fossem corrigidas. As obras já haviam sido iniciadas. A presidência do Ibama foi recomendada a tomar medidas administrativas e jurídicas para assumir sua competência para o licenciamento das obras da CSA. Seremos, também nós, obrigados a acionar o MPF? Pessoalmente depositei muita confiança no senhor que, em outra época e noutro contexto político, demonstrou competência e responsabilidade no cumprimento de sua função. É essa lembrança que me leva a escrever-lhe, mais uma vez. Assim, não estou julgando, estou lhe escrevendo para que tenha a oportunidade de nos esclarecer as questões aqui levantadas e muitas outras. No passado o senhor foi, sem dúvida, um interlocutor precioso mas sentimos agora a necessidade de redefinir as bases dessa interlocução pois isso nos ajudará a definir também, os caminhos que deveremos tomar. Outra coisa: o senhor nos pediu paciência e ninguém poderá dizer que não a tivemos. Mas agora, não há mais tempo. Nem para paciência, nem para indefinições. Ilda de Freitas
Mittwoch, 11. Juni 2008
Prezados amigos, estamos sendo atropelados de tal forma pelo processo que transformará Anchieta num pólo industrial que até me falta tempo para informá-los dos acontecimentos. Pelo menos, a cigla que escolheram para o Pólo já condiz com o que estamos vivenciando: PISA (Polo Industrial Siderúrgico de Anchieta). Parece até que fizeram de propósito. MASSACRE seria até mais correto. Enquanto isso, deixo-lhes a leitura do artigo de Flávia Bernardes que oferece uma boa idéia do que está por vir. Quero lembrar ainda que o Ministério Público também parece totalmente fechado para a sociedade civil depois de ter sido agraciado com tantas benesses pelo Governo do Estado. Estamos vivendo a ditadura do poder econômico cujos tentáculos asfixiam a liberdade de expressão, a justiça, a imprensa, a participação da sociedade civil nas políticas públicas como, em princípio, a lei deveria nos garantir. Quero lembrar que a própria ONG Espírito Santo em Ação que coordena a expansão industrial, foi criada pelas multinacionais para defender, apenas, os interesses das mesmas e que foram também elas que patrocinaram as campanhas dos nossos governantes. Matéria do Século Diário, por Flávia Bernardes. Para acelerar o processo de licenciamento de operações da Baosteel em Anchieta, sul do Estado, a ONG Espírito Santo em Ação - conhecida por suas iniciativas em apoio a projetos industriais de interesse do governo - decidiu interferir no processo. Vai atuar como intermediária entre o grupo gigante chinês da siderurgia e uma empresa apontada como especializada em consultoria ambiental para elaborar os estudos e atropelar os trâmites normais de um processo dessa envergadura. Se seguisse esses trâmites, o projeto demoraria mais de um ano para ser analisado e aprovado, pois é inevitável que surjam sérias condicionantes na proposta de implantação do projeto. A Baosteel não esconde que tem pressa em avançar no processo, pois perdeu muito tempo tentando implantá-lo, sem sucesso, no Maranhão. Ali, a Baosteel foi literalmente rechaçada, já que sociedade civil local entendeu ser o projeto altamente prejudicial, ao estado e à população, pelos danos sociais e ambientais que provocaria. Os chineses pretendiam implantar sua siderúrgica na capital maranhense, São Luiz.Desorientados pela rejeição sofrida no Maranhão, buscaram apoio em outros estados e o obtiveram no Espírito Santo. Aqui o próprio governador advogou a causa deles, não disponibilizando apenas meios técnicos e políticos, mas também dinheiro público. Foi com esses recursos que o Estado pagou as desapropriações de terras para liberar a imensa área onde a siderúrgic será implantada.Para conseguir as licenças, a siderúrgica chinesa deve apresentar um plano de impacto urbano, um de impacto ambiental e um outro relativo ao porte do complexo. Além da usina, a empresa vai construir um porto de águas profundas e um terminal ferroviário, que deve se estender até Cachoeiro de Itapemirim.Sozinha, a gigante chinesa deveria passar por todos os processos de licenciamentos, que prevêem cumprimento de condicionantes e estudos demorados. Como a intenção do grupo é estar em pleno funcionamento já em 2011, resolveu acelerar o processo. Para isso, conta com o apoio da classe empresarial e do governo do Estado.Nesse processo, mais uma vez o interesse da comunidade de Anchieta será atropelado. Isto porque os estudos ambientais e urbanos são fundamentais para minimizar os impactos da intervenção que será feita no balneário. Embora o grupo garanta que a fábrica ficará distante da orla, os efeitos serão grandes. O aumento da população flutuante, que já começa a surgir no balneário, é um exemplo de impacto trazido por um empreendimento do porte da siderúrgica. Pelas ruas, é possível encontrar pessoas de outros estados que vieram para Anchieta em busca de trabalho no pólo industrial. Enquanto aguardam o chamado, perambulam pelas ruas, trazendo preocupação aos moradores locais.Pensando nisso, a Central Única dos Trabalhadores do Estado (CUT-ES), os sindicatos dos Metalúrgicos e da Construção Civil acompanham de perto o processo. A preocupação é que o aumento da demanda por mão-de-obra prejudique a sustentabilidade da região, que visivelmente não tem uma infra-estrutura para comportar o contingente de trabalhadores que a Baosteel promete contratar na fase de implantação do projeto, cerca de 15 mil.A rejeição maranhenseOs chineses da Baosteel que chegam ao Espírito Santo trazem o estigma da tentativa fracassada de emplacar o projeto, na capital do Maranhão, devido aos sérios problemas ambientais e sociais decorrentes da iniciativa. A resistência ao negócio deles com o governo maranhense partiu da sociedade civil organizada local. As autoridades locais buscaram informações sobre os danos causados pela implantação de grandes plantas industriais no Espírito Santo e ficaram assustadas. Ao todo, foram realizadas na capital maranhense dez audiências públicas, nas quais a população se manifestou radicalmente contrária à instalação da siderúrgica.Aqui, ao contrário, o governo do Estado recebeu de braços abertos o projeto de implantação sem qualquer ressalva. Ajudou no processo de escolha à disposição do governo de pagar com dinheiro público a desapropriação de extensas áreas para a construção da siderúrgica, algo em torno de R$ 312 milhões para um total de 2,5 milhões de hectares de terras. Os próprios empreendedores tentaram comprar as terras, mas seus donos não quiseram fazer negócios com eles. Foi então que Paulo Hartung entrou no circuito e, em nome do interesse público, fez a desapropriação e deu as terras de presente aos empresários.Seguindo os mesmos moldes dos chamados grandes projetos, que geram riqueza para as empresas, miséria e degradação ambiental para a população da área onde se localizam, nada deixando em impostos, pois gozam de isenção por ser da área de exportação, o projeto da Boasteel foi anunciado sem nem ao menos o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) ter recebido o pedido de licenciamento. Um projeto como este exigiria, em qualquer parte do mundo, cuidados com as questões sociais e ambientais, mas nada disso faz parte das preocupações do governo do Estado.Há cinco anos a Vale e a Baosteel negociam a implantação de uma siderúrgica no País. O poderoso grupo empresarial já anuncia uma produção de cinco milhões de toneladas de aço por ano, com possibilidade de dobrar esse volume em breve espaço de tempo. Inchaço populacional O balneário de Anchieta vai receber um contingente de trabalhadores quase igual ao número atual de habitantes - hoje estimado em cerca de 21 mil. Em dez anos, a previsão é que o número de moradores de Anchieta passe de 21 para 45 mil habitantes. Os municípios do entorno já sofrem com inchaço populacional causado pela implantação da Samarco Mineradora.Além de Anchieta, sofrerão os impactos da vinda da nova siderúrgica os municípios de Guarapari, Iconha, Alfredo Chaves, Rio Novo do Sul e Piúma. A previsão é que a região conheça as mesmas situações ambientais e sociais ocorridas na Grande Vitória com o conglomerado de usinas de pellets de Tubarão e o complexo siderúrgico de Tubarão. Os moradores afirmam que nenhum trabalho na área social vem sendo desenvolvido e o temor é que o local se transforme em uma nova Macaé, região do norte do Rio Janeiro, que foi totalmente descaracterizada pela exploração petrolífera.Com isso sofrerão os moradores e a economia local, que tem na maioria das vezes um trabalho voltado para esse setor, como restaurantes e pousadas. Anchieta, junto com Guarapari - principal destino turístico do Espírito Santo - recebe atualmente cerca de 1,5 milhão de visitantes na alta temporada.O pólo, que já abriga a Samarco e a Petrobras, tem capacidade de sediar até 10 usinas de pelotização com capacidade de até 15 milhões de toneladas/ano, entre outros empreendimentos, e os moradores acham difícil imaginar uma vida tranqüila, naquele que um dia foi um balneário turístico ressaltado por suas belezas naturais. Hoje a Vale é proprietária de 20% do território de Anchieta, que mede 420 km².A parte tomada do município é muito maior. Somando-se mais três unidades de pelotização da Samarco Mineração, um terminal portuário e uma Unidade de Tratamento de Gás (UGT) da Petrobras, sem contar a ferrovia litorânea da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e uma nova siderúrgica, a Baosteel, a parte ocupada pelo complexo é de 70% da área do município.Para os pescadores, a vinda dessas empresas tem representado uma constante dor de cabeça. Neste processo de implantação do pólo de Ubu, os pescadores reclamam que não foram consultados e se viram obrigados a mudar suas atividades para sobreviver diante da entrada abrupta dos empreendimentos.Ao todo, 187 pessoas vivem da pesca nas praias do Além e de Ubu. Eles dizem que a cada plataforma, bota-fora, porto, ou qualquer empreendimento que chega à região, a limitação da comunidade aumenta e desta forma não haverá meios para se continuar pescando na região.
Dienstag, 27. Mai 2008
REPASSEM!!!!! NÃO VEREMOS ISSO NOS JORNAIS! ELES TAMBÉM ESTÃO DOMINADOS PELAS MULTINACIONAIS! (podemos imaginar o que será de Anchieta) > -----Mensagem original----- > De: justicaambiental-bounces@listas.rits.org.br > [mailto:justicaambiental-bounces@listas.rits.org.br] Em nome de Sérgio > Ricardo > Enviada em: quarta-feira, 21 de maio de 2008 13:29 > TRIBUNAL INTERNACIONAL CONDENA EMPRESA ALEMÃ THYSSEN KRUPP E CIA. VALE DO RIO DOCE POR CRIMES AMBIENTAIS E VIOLAÇÕES DE DIREITOS TRABALHISTAS E HUMANOS NA BAÍA DE SEPETIBA - CSA SERÁ DENUNCIADA OFICIALMENTE JUNTO À ONU E AO PARLAMENTO EUROPEU FISCAIS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO INTERDITARAM AS OBRAS DA CSA-COMPANHIA SIDERÚRGICA DO ATLÂNTICO POR IRREGULARIDADES E DESCUMPRIMENTO DE DIREITOS TRABALHISTAS E AUSÊNCIA DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA NO TRABALHO EMPRESA ESTÁ EMBARGADA DESDE DEZEMBRO DE 2007 PELO IBAMA, NO ENTANTO CONTINUA OPERANDO LIVREMENTE PROVOCANDO GRAVES DANOS AMBIENTAIS E POLUIÇÃO NA BAÍA DE SEPETIBA, ALÉM DE PREJUÍZOS À PESCA E AO TURISMO A construção de uma mega-siderurgica, coqueria, uma termelétrica a carvão altamente poluente e um porto privado da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) de propriedade da empresa alemã Thyssen-Krupp e da desnacionalizada Companhia Vale do Rio Doce, situada no bairro de Santa Cruz, zona oeste carioca, vêm provocando incalculáveis danos ambientais, prejuízos à pesca artesanal e violação de direitos trabalhistas e humanos. Somente agora, após mais de 2 anos de sucessivas denúncias a diversos órgãos públicos estaduais e federais feitas por pescadores, ecologistas, diversas entidades e movimentos sociais e técnicos, estas graves irregularidades começam finalmente a ser averiguadas e constatadas. No entanto, a Impunidade, a omissão e a conivência ainda persistem em diversos aspectos ilegais desta obra altamente poluidora. A empresa alemã Thyssen-Krupp foi condenada neste fim de semana no Tribunal Popular dos Povos, realizado em Lima no Peru, por destruir os ecossistemas da Baía de Sepetiba, prejudicar economicamente e impedir o trabalho de mais de 8.070 pescadores artesanais, prejudicando diretamente mais de 40 mil pessoas, além de estar enterrando lama contaminada por metais pesados no fundo do mar, numa cava construída sem segurança no interior da Baía de Sepetiba. Com esta condenação a Thyssen será formalmente acusada junto à ONU-Organizações das Nações Unidas e no Parlamento Europeu pelos crimes econômicos e violações de direitos humanos, desrespeito a claúsulas trabalhistas e crime ecológico. Desde o ano passado, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Federal, além da Polícia Federal tem recebido inúmeras denuncias contra os desmandos operacionais da CSA. A instauração de Inquérito Criminal levou a incursões diárias na localidade da Baia De Sepetiba, sejam por terra, água e no ar. Na última segunda feira o Ministério Público do Trabalho através da Procuradora do Trabalho Valéria Sá Carvalho e auditores fiscais interditaram as obras da CSA por irregularidades, de segurança, EPI, equipamentos adequados, cintos, ausência de guarda corpo, dentre outras. O MPT retornou na quarta feira para outra blitz e constatou que as irregularidades continuavam. A próxima visita será na segunda dia 19.05, durante toda esta semana as obras estão interditadas. Também foi determinado que a CSA comparecesse ao MPT para assinar TAC - Termo de Ajuste de Conduta, sob pena de multa. No entanto para maior surpresa, a CSA informou que nos últimos 3 (três) meses não foi registrado um único acidente de trabalho. No entanto, as denuncias apontam que os acidentes são rotineiros, já tendo muitas mortes ocorridas e vários corpos encontrados, assim como diversas entradas por acidentes de trabalho no Hospital Cremeru (particular) oriundos do local das obras, trabalhadores sem carteira, trabalhadores ameaçados e desaparecidos. A CSA também está violando direitos dos migrantes já que importou mão de obra chinesa por ser mais barata e desprotegida. Na semana passada, em Lima, Capital do Peru, representante dos pescadores artesanais da Baía de Sepetiba, Luis Carlos, e o ecologista Sérgio Ricardo apresentaram denúncia pública que destaca os crimes ambientais e violação de direitos humanos e trabalhistas de 8.070 pescadores artesanais que estão impedidos de trabalhar desde o final de 2005 devido a intensa poluição provocada pelas dragagens impactantes para construção de mega-siderurgica, coqueria e porto privado da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) de propriedade da empresa alemã Thyssen-Krupp e Vale do Rio Doce. Estas obras poluidoras estão sendo financiadas pelo BNDES-Banco Nacional de desenvolvimento econômico e Social e faz parte do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal e do IIRSA (Iniciativa para a Integração Regional da Infra-Estrutura Sul-Americana). Entre as diversas irregularidades, destaca-se o fato de que desde dezembro de 2007, fiscais do IBAMA embargaram as obras da CSA, no entanto o embargo simplesmente não está sendo cumprido pela empresa e os órgãos ambientais federais e estaduais (Ministério do Meio Ambiente, IBAMA e FEEMA) estão omissos e coniventes com os crimes ecológicos e sociais da CSA: desmatamento de manguezal, fechamento de rios e canais com placas de ferro, lançamento de lama contaminada por metais pesados em cava no fundo do mar, mortandades de peixes, além da morte de vários operários no canteiro de obras e de um pescador que foi atropelado por rebocador da empresa. A licença da CSA é ilegal, uma vez que foi dada pela FEEMA quando a legislação ambiental brasileira obriga que qualquer empreendimento situado na zona costeira deve ser obrigatoriamente licenciado pelo órgão ambiental federal (no caso o IBAMA).
O PIROTÉCNICO NOVO MINISTRO DO MEIO AMBIENTE, CARLOS MINC, ATUAL SECRETÁRIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE, FOI OMISSO E CONIVENTE DESDE O INÍCIO DE SUA GESTÃO COM OS CRIMES AMBIENTAIS E DESMANDOS DA EMPRESA, QUE SEGUNDO O TSE FOI A MAIOR EMPRESA FINANCIADORA DAS CAMPANHAS DO PRESIDENTE LULA E DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL, E DE DIVERSOS CANDIDADOS AO SENADO, CÂMARA DOS DEPUTADOS E ALERJ. A denúncia teve grande repercussão na mídia internacional, em especial na Alemanha, uma vez que o Tribunal Permanente dos Povos (TPP) que ocorreu em Lima, do dia 13 a 16 de maio, no marco de "Enlaçando Alternativas 3", é formado por ilustres e renomados juristas de diferentes países. O encontro de organizações e movimentos sociais ocorreu em paralelo à Cúpula de Presidentes União Européia-América Latina e Caribe. . O Tribunal julgou a atuação abusiva de empresas transnacionais européias na América Latina, principalmente a violação de direitos humanos, sociais, ambientais e trabalhistas, abordando o regime onde prevalece o poder das corporações sobre os direitos dos povos. Organizações sociais da Europa e da América Latina pretendem demonstrar com isso que a União Européia vem sendo um importante motor da globalização neoliberal, com acordos de associação e investimento que estabelecem condições para que suas grandes empresas atuem de forma a desrespeitar os direitos dos nossos povos.
Durante o Tribunal, os defensores da Baía de Sepetiba também tiveram encontro com diversas organizações civis da Alemanha, Greenpeace e membros do Parlamento Europeu aos quais se comprometeram a adotar medidas legais e políticas para impedir a continuidade dos crimes corporativos da Thyssen > Krupp-Vale no Brasil. >
Sonntag, 25. Mai 2008
Recebi mail um tanto desaforado do Sr. Cezar Wesley, o presidente da Associação de artesãos de Mãebá, o única entidade de Anchieta beneficiada com a nova política social da Samarco. Não vou aqui reproduzir todo o texto. Primeiro porque é muito longo e, segundo, porque meu espaço é precioso demais para gastar com idiotices. Assim, só vai o básico da minha resposta a esse senhor, com os tópicos do seu mail. Gostaria ainda de lembrar que o tal curso promovido pela Samarco para capacitar as entidades para concorrerem ao edital, não teve quase nenhuma divulgação. Só fui informada um dia antes do encerramento das inscrições o mesmo tendo acontecido com a maioria das outras entidades. Muitas nem foram contatadas. Mas aqui vai o principal da minha resposta: "1. Para a apresentação da nova política social da Samarco, editais, etc., tivemos uma reunião na Pousada da Tina para a qual todos os moradores da Guanabara foram convidados. Ela foi apresentada pelo Gustavo, com quem aliás, conversei bastante a respeito do assunto e expus minha indignação. 2. Pelo que me dissseram, o curso da Samarco foi sem dúvida interessante e, sem dúvida alguma criou expectativas. Agora convenhamos: uma empresa que se lança numa nova política social, se estiver realmente interessada em realizar um bom trabalho, tem que considerar que a comunidade, sem nenhuma experiência, precisa também de acompanhamento nos seus primeiros passos de inserção nessa política. Nessas condições, o curso oferecido parece mais o cumprimento de uma formalidade que, em última hipótese, poderia justificar práticas (como o apoio ao Naboa) que nada têm a ver com o edital. Ao contrário, é uma continuação da política social anterior da Samarco que sempre decidiu, sozinha, o que era melhor para a comunidade. Acompanhamento e apoio, isso só aconteceu com vocês. O projeto NABOA já vinha sendo apoiado pela Samarco há muito tempo. Talvez uns três anos. Para qualquer um que frequentava o CCAM ficava claro que você tratava de tudo lá dentro e a própria Samarco disponibilizou espaço para as atividades do projeto no CCAM incluindo uma exposição que já existia muito antes do projeto ser contemplado. Para qualquer um que entrasse lá ficava claro que o projeto era, no mínimo, orientado e protegido pela Samarco. Assim ficaria fácil para qualquer um ter sucesso com um projeto. Não se trata então, como você parece querer dizer, que os outros não foram contemplados porque não souberam trabalhar tão bem quanto você(s). Assim, não cabe a sua frase: ' O que deve ter faltado aos postulantes foi OBJETIVIDADE, CUMPRIMENTO AOS DITAMES DO EDITAL e TRANSPARÊNCIA.' 3. Na apresentação que houve aqui, o projeto Naboa constava como sendo de Anchieta e, se me lembro bem, era o único (Guarapari teve 9 projetos contemplados). Inclusive fiz alusão a isso, em voz alta, e ninguém me contestou. Vi agora na internete que ainda tem mais um, o da Assoc. de Produtores de flores e plantas ornamentais mas não me lembro de tê-lo visto na apresentação. Muitas perguntas surgiram: . Nunca ninguém fez referência a que esse projeto fosse também de Guarapari. . É sua associação, o Núcleo de Artesanato em Taboa que é o propontente. . A sede da associação é em Mãebá. . Você diz que: 'em decorrência de sua área de atuação, foi colocada por mim como sendo do município de Guaraparí ( 70% da Lagoa está no território guarapariense e a maioria das comunidades do entorno também); Anchieta só abriga no projeto, duas comunidades'. Isso não tem a mínima lógica. Aliás, por essa 'lógica' a Samarco teria que contemplar muito mais projetos de Anchieta pois se encontra totalmente dentro do nosso município. . Pelo edital, a entidade deveria ter no mínimo dois anos de existência. . Pelo que eu saiba, ela não tem dois anos. . Então, quem foi o proponente? . A denúncia de que você não presta contas veio de pessoas ligadas à sua própria associação, basta provar o contrário para essas pessoas e pelo menos isso estará resolvido. 4. Quanto ao projeto fazer parte de um grupo de projetos, isso não tem nada a ver com o caso em apreço mas me interessaria saber também em que medida a comunidade está participando realmente disso tudo e aqui não me refiro àqueles que trabalham, efetivamente, na confecção de objetos mas àqueles que administram e coordenam tanto a associação quanto os próprios projetos. 5. Você diz também: Ilda só é bem sucedido quem trabalha e o sucesso é a meta maior que é alcançada normalmente. Aos néscios, incompetentes e invejosos, só resta se recolherem à sua mesquinhez e insignificância porque, só os fortes alcançam o topo do sucesso. Quanto a isso, é só uma questão de valores. Sucesso para alguns é o reconhecimento, o dinheiro, o poder. Para outros é o sentimento de agir dentro dos valores da ética, sempre, mesmo que não sendo reconhecido. Não vou dizer que é ter a consciência tranquila pois isso só é válido para quem tem consciência. 6. Você ainda diz: Você não precisa fazer papel de palhaço mais do que vem fazendo diante do Poder Público que está tripudiando em cima de vocês. 7. Quanto a isso, Cezar, você disse tudo ao se colocar fora do grupo que luta sem tréguas para que os direitos dos cidadãos não sejam tripudiados.
Donnerstag, 15. Mai 2008
MEIO AMBIENTE DE LUTO: SAI MARINA SILVA Ambientalistas brasileiros e estrangeiros lamentam profundamente a saída da Ministra Marina Silva do MMA. Durante seis anos foi ela, sozinha, quem garantiu um pouco de credibilidade à política ambiental do Governo Lula. A saída da Ministra põe fim a todas as dúvidas que por acaso ainda existiam, com relação à opção do governo por um modelo econômico predatório, comandado pelas grandes multinacionais que operam no Brasil. Lamentamos profundamente mas compreendemos a decisão de Marina Silva que deve ter vivido um verdadeiro inferno com as pressões vindas de diversas áreas, sobretudo dentro do próprio governo. Exemplo dessa pressão e da sua luta foi quando, quase sozinha, conseguiu a vitória na OMC que nos livrou do perigo de nos tornarmos depósito de lixo do mundo (pneus usados e outros). Vai Marina, entra Minc. Dele sabemos pouco mas numa das matérias sobre o novo ministro foi destacado que “seu desempenho à frente da secretaria tem se caracterizado pela rapidez no licenciamento ambiental de grandes obras no Rio de Janeiro”.
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Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??