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Montag, 16. Juni 2008Resposta do Dr. Paulo SérgioNão seria justo se, após ter publicado o mail que enviei ao Dr. Paulo Sérgio, se não publicasse a sua resposta, no mesmo dia. Aqui vai: Freitag, 13. Juni 2008Mail ao Dr. Paulo Sérgio da Silva, Promotor de MA de AnchietaDr. Paulo Sérgio, bom dia.
Estou muito preocupada pela total ausência de notícias de sua parte. Escrevi-lhe, mais uma vez, há duas ou três semanas e não me respondeu. Estamos no meio do ano e ainda nada foi feito com relação à criação do Conselho de MA embora o senhor nos tenha dado sua palavra de que estaria cuidando pessoalmente disso. Lembro que isso já dura anos. O Conselho de PDM, Desenvolvimento e Meio Ambiente, criado pelo prefeito Edval Petri, que foi de encontro ao Estatuto da Cidade e deixou claro o escárnio com que as leis são tratadas no ES, continua vigorando. Apesar de havermos recorrido ao MP, que se manteve e continua omisso, ele continua funcionando como um dos instrumentos mais fortes do poder público e tem sido apresentado como sendo também de Meio Ambiente. Esse deboche institucionalizado é ainda mais repulsivo por sabermos que os Conselhos foram criados como um dos maiores instrumentos da democracia, justamente para permitir que os cidadãos participassem das políticas públicas. Por outro lado, estamos sendo massacrados pela Espírito Santo em Ação, a ong contratada pelo governo para cuidar da implantação do pólo. Ong essa que, como o senhor sabe, foi criada pelas multinacionais, as mesmas que patrocinaram as campanhas de vários políticos, inclusive do Governador Paulo Hartung. Eu e alguns companheiros participamos de algumas apresentações do que esse grupo chama de Avaliação Estratégica para a implantação do pólo. Os "estudos" estão focados apenas em positivar a imagem do pólo industrial. A sociedade não tem nem ao menos o direito de se fazer uma opinião já que a mídia tradicional também serve apenas aos interesses das multinacionais e não passa informações, apenas a opinião do que é do interesse da oligarquia econômica e política. Assim, conjugando o imenso poder da mídia, que há meses tem martelado o maravilhoso cenário do "desenvolvimento", juntamente com ação do pseudo-conselho e as apresentações da Espírito Santo em Ação, consideramos como caracterizada a LAVAGEM DE CÉREBRO COLETIVA que está sendo realizada no Espírito Santo e, em especial, em Anchieta. A pergunta é: tudo, absolutamente tudo está nas mãos das multinacionais? O que podemos esperar do MP? Até agora podemos constatar que nada, absolutamente nada, está sendo feito para impedir esse massacre às leis, ao MA e aos cidadãos. Fomos informados que os estudos de Impacto ambiental da Cia. Siderúrgica de Vitória (CSV) estão sendo finalizados. Como? Sem Termo de Referência? Lembramos que a CSV realizou até a terraplanagem no local da obra, há meses, sem nenhuma licença, sem nenhum estudo, como exige a lei. Esse local está, inclusive, sendo mostrado pelo prefeito Edval Petri na sua propaganda do pólo, dentro do processo de lavragem cerebral coletiva pois age como elemento psicológico importante, ao propiciar a "visualização do cenário do desenvolvimento". E como fica a Resolução 237 do Conama que exige a realização de um EIA para um pólo industrial? O Espirito Santo, apesar das aparências, não está acima das leis, mesmo que comandado por poderosas oligarquias. Para ilustrar isso gostaria de lembrar a atuação do MPF em Pacém, Pernambuco, que exigiu o EIA para o pólo, mesmo após terem sido iniciadas as obras. Lembro ainda a atuação do MPF no Maranhão que impediu a instalação da Baosteel em São Luiz. E, mais recentemente, o MPF determinou a suspensão das licenças ambientais dadas pela Fundação Estadual de Engenharia e MA (Rio de Janeiro) para as obras da Cia. Siderúrgica do Atlântico (CSA) e exigiu que as irregularidades fossem corrigidas. As obras já haviam sido iniciadas. A presidência do Ibama foi recomendada a tomar medidas administrativas e jurídicas para assumir sua competência para o licenciamento das obras da CSA. Seremos, também nós, obrigados a acionar o MPF? Pessoalmente depositei muita confiança no senhor que, em outra época e noutro contexto político, demonstrou competência e responsabilidade no cumprimento de sua função. É essa lembrança que me leva a escrever-lhe, mais uma vez. Assim, não estou julgando, estou lhe escrevendo para que tenha a oportunidade de nos esclarecer as questões aqui levantadas e muitas outras. No passado o senhor foi, sem dúvida, um interlocutor precioso mas sentimos agora a necessidade de redefinir as bases dessa interlocução pois isso nos ajudará a definir também, os caminhos que deveremos tomar. Outra coisa: o senhor nos pediu paciência e ninguém poderá dizer que não a tivemos. Mas agora, não há mais tempo. Nem para paciência, nem para indefinições. Ilda de Freitas Mittwoch, 11. Juni 2008OS ABSURDOS DE ANCHIETAPrezados amigos, estamos sendo atropelados de tal forma pelo processo que transformará Anchieta num pólo industrial que até me falta tempo para informá-los dos acontecimentos. Pelo menos, a cigla que escolheram para o Pólo já condiz com o que estamos vivenciando: PISA (Polo Industrial Siderúrgico de Anchieta). Parece até que fizeram de propósito. MASSACRE seria até mais correto. Enquanto isso, deixo-lhes a leitura do artigo de Flávia Bernardes que oferece uma boa idéia do que está por vir. Quero lembrar ainda que o Ministério Público também parece totalmente fechado para a sociedade civil depois de ter sido agraciado com tantas benesses pelo Governo do Estado. Estamos vivendo a ditadura do poder econômico cujos tentáculos asfixiam a liberdade de expressão, a justiça, a imprensa, a participação da sociedade civil nas políticas públicas como, em princípio, a lei deveria nos garantir. Quero lembrar que a própria ONG Espírito Santo em Ação que coordena a expansão industrial, foi criada pelas multinacionais para defender, apenas, os interesses das mesmas e que foram também elas que patrocinaram as campanhas dos nossos governantes. Matéria do Século Diário, por Flávia Bernardes. Para acelerar o processo de licenciamento de operações da Dienstag, 27. Mai 2008VALE E THYSSEN KRUPP CONDENADAS POR CRIMES AMBIENTAISREPASSEM!!!!! NÃO VEREMOS ISSO NOS JORNAIS! ELES TAMBÉM ESTÃO DOMINADOS PELAS MULTINACIONAIS! (podemos imaginar o que será de Anchieta)
Sonntag, 25. Mai 2008OS EDITAIS DA SAMARCO: e o assunto rende...Recebi mail um tanto desaforado do Sr. Cezar Wesley, o presidente da Associação de artesãos de Mãebá, o única entidade de Anchieta beneficiada com a nova política social da Samarco. Não vou aqui reproduzir todo o texto. Primeiro porque é muito longo e, segundo, porque meu espaço é precioso demais para gastar com idiotices. Assim, só vai o básico da minha resposta a esse senhor, com os tópicos do seu mail. Gostaria ainda de lembrar que o tal curso promovido pela Samarco para capacitar as entidades para concorrerem ao edital, não teve quase nenhuma divulgação. Só fui informada um dia antes do encerramento das inscrições o mesmo tendo acontecido com a maioria das outras entidades. Muitas nem foram contatadas. Mas aqui vai o principal da minha resposta: "1. Para a apresentação da nova política social da Samarco, editais, etc., tivemos uma reunião na Pousada da Tina para a qual todos os moradores da Guanabara foram convidados. Ela foi apresentada pelo Gustavo, com quem aliás, conversei bastante a respeito do assunto e expus minha indignação. Ilda só é bem sucedido quem trabalha e o sucesso é a meta maior que é alcançada normalmente. Aos néscios, incompetentes e invejosos, só resta se recolherem à sua mesquinhez e insignificância porque, só os fortes alcançam o topo do sucesso. Quanto a isso, é só uma questão de valores. Sucesso para alguns é o reconhecimento, o dinheiro, o poder. Para outros é o sentimento de agir dentro dos valores da ética, sempre, mesmo que não sendo reconhecido. Não vou dizer que é ter a consciência tranquila pois isso só é válido para quem tem consciência. Donnerstag, 15. Mai 2008SAI MARINA SILVAMEIO AMBIENTE DE LUTO: SAI MARINA SILVA Ambientalistas brasileiros e estrangeiros lamentam profundamente a saída da Ministra Marina Silva do MMA. Durante seis anos foi ela, sozinha, quem garantiu um pouco de credibilidade à política ambiental do Governo Lula. A saída da Ministra põe fim a todas as dúvidas que por acaso ainda existiam, com relação à opção do governo por um modelo econômico predatório, comandado pelas grandes multinacionais que operam no Brasil. Lamentamos profundamente mas compreendemos a decisão de Marina Silva que deve ter vivido um verdadeiro inferno com as pressões vindas de diversas áreas, sobretudo dentro do próprio governo. Exemplo dessa pressão e da sua luta foi quando, quase sozinha, conseguiu a vitória na OMC que nos livrou do perigo de nos tornarmos depósito de lixo do mundo (pneus usados e outros). Vai Marina, entra Minc. Dele sabemos pouco mas numa das matérias sobre o novo ministro foi destacado que “seu desempenho à frente da secretaria tem se caracterizado pela rapidez no licenciamento ambiental de grandes obras no Rio de Janeiro”. Donnerstag, 8. Mai 2008A NOVA POLÍTICA SOCIAL DA SAMARCOA fim de divulgar sua nova política social a Samarco tem promovido encontros com as comunidades. Com a nossa, da Guanabara, foi há umas duas semanas. Foi apresentada a nova política de investimento social e o Edital para promoção de projetos sociais que está vigorando desde ano passado. Aliás, ano passado a empresa promoveu também um curso de capacitação para a elaboração de projetos do qual também participou uma representante do PROGAIA. Após o curso, elaboramos um projeto que deveria corresponder plenamente ao edital, ligado à educação e inserção social. Outras entidades fizeram o mesmo e acredito que tenham sido dezenas de projetos apresentados, só de Anchieta. Todo mundo sbe que isso dá trabalho e cria expectivas. Não vou me alongar nesse assunto mas não poderia deixar passar em branco essa história que nos deixa a todos, mais uma vez decepcionados e até revoltados. Algumas pessoas ingênuas perguntaram ao apresentador se a entidade deles teria chance de ver até mais de um dos seus projetos escolhidos e a resposta foi de que, em teoria, sim, desde que esses projetos corespondessem ao edital e fossem os melhores. Esperei apresentarem os "projetos escolhidos" do ano passado para abrir o bico e esclarecer aos presentes que o único projeto premiado em Anchieta fora o projeto criado dentro da própria Samarco e que, aliás, já existe há alguns anos. É o projeto Taboa Lagoa. Aliás, pelo que fui informada, a entidade ligada à Samarco nem estava com seus papéis em ordem e o projeto teve que entrar usando uma entidade de Guarapari. Além disso, esse projeto está nas mãos, praticamente, de uma só pessoa que tem viajado muito e vendido bastante mas que, segundo pessoas da comunidade, não presta contas a ninguém. É um samba de uma nota só mas que está, aparentemente, em plena harmonia com a empresa. Isso não corresponde em nada ao edital. Isso tudo é um absurdo e se esperam que vamos fazer papel de palhaços e ainda bater palmas, estão enganados. VAMOS FICAR DE OLHO, ELES TÊM QUE APRENDER A NOS RESPEITAR. Dienstag, 29. April 2008CARTA DE ANCHIETACARTA DE ANCHIETA Os Movimentos Sociais abaixo subscritos, reunidos na Assembléia Popular que discutiu o tema “Os grandes projetos industriais e seus impactos no desenvolvimento e na qualidade de vida”, realizada no dia 26 de abril de 2008, no Colégio Maria Matos, em Anchieta, ES, tornam públicas as seguintes considerações e reflexões acerca dos projetos de transformação do município de Anchieta (e região) em um pólo industrial siderúrgico. - É indispensável que um projeto de tamanho impacto social e ambiental seja amplamente debatido, de forma democrática e transparente com a sociedade civil organizada e seus respectivos segmentos, no sentido de alertá-la sobre a série de mudanças em seu modo de vida e interação social que tal projeto desencadeará; - Qualquer implantação de planta siderúrgica ou outro projeto industrial deve ser submetido a uma rigorosa fiscalização, com participação popular, e a rigorosos estudos de impacto ambiental, inclusive com projeção do grau de poluição ambiental que será lançado; - Um projeto da magnitude do pretendido envolve uma inevitável previsão de explosão populacional, (já que há a previsão de geração de 21,5 mil empregos). Tal crescimento demográfico deve, necessariamente, ser precedido de um minucioso planejamento que vise a garantir a oferta de serviços públicos essenciais eficientes (água, esgoto, saúde, educação, segurança, etc). Não custa lembrar que o município de Anchieta conta hoje com uma população de 23 mil habitantes (praticamente o mesmo número dos postos de trabalho previstos). - Há projetos de absorção privilegiada para a mão de obra local como forma de se impedir uma explosão populacional que não seja benéfica para a região? Se há, esses projetos levam em conta a necessidade de qualificação e requalificação da mão de obra local? - No caso de conclusão das obras de construção da siderúrgica, para o período imediatamente posterior, há projetos de geração de emprego para os trabalhadores que perderão seus postos de trabalho? Ou eles se tornarão desempregados já habitantes da região a constituir bolsões de miséria, tal como aconteceu na Grande Vitória após o fim do período de construção de grandes projetos industriais, como Vale e CST? - As autoridades constituídas já tomaram consciência de que os 18,5 mil empregados para a construção da siderúrgica, inevitavelmente trarão suas famílias para a região, aumentando a demanda por serviços públicos essenciais? - Quais os instrumentos e projetos de Responsabilidade Social Empresarial que serão implementados pelas empresas que, direta e indiretamente, atuarão na região nos próximos 20 anos? Tais reflexões são de fundamental importância para se planejar a sustentabilidade de um projeto tão grande. Por isso os movimentos sociais esclarecem à população sobre a necessidade de um profundo diálogo com as autoridades locais acerca deste projeto e de seus impactos nas vidas dos moradores da região. A importância deste diálogo reside justamente no fato de se ter em mente que a Grande Vitória já viveu experiência semelhante e que hoje ela figura com uma das mais desiguais e violentas do país, devido principalmente, à falta de um planejamento que leve em consideração o interesse da sociedade. Defendemos a geração de empregos, com qualidade de vida, para uma sociedade sustentável. E acreditamos ser também esse o interesse de toda a sociedade. No entanto, não podemos nos omitir diante da necessária reflexão sobre os impactos que as obras pretendidas terão sobre o meio ambiente e as vidas dos moradores de Anchieta e região. Anchieta, 26 de abril de 2008. Coordenação dos Movimentos Sociais no ES ASSEMBLÉIA POPULAR: SUCESSO!A Assembléia Popular coordenada pela CMS e realizada no último sábado, dia 26, em Anchieta para discutir os impactos da expansão industrial foi sem dúvida um grande sucesso. Mais de 200 pessoas estavam presentes e a maioria ficou até o fim. Está sendo preparado um relatório sucinto que publicarei aqui. Foi também elaborada a Carta de Anchieta, documento também em fase de finalização e que será publicado nos principais jornais do ES e que também publicarei aqui. Assim, peço que tenham um pouco de paciência, valerá a pena! Só posso adiantar que não ficaremos de braços cruzados assistindo a destruição de nossa região. A mobilização ganha força a cada dia e sabemos que a luta será árdua e desigual. As políticas públicas patrocinadas pelas grandes empresas querem calar os cidadãos e aniquilar seus direitos que, em princípio, seriam garantidos pela constituição. Não podemos contar com a mídia tradicional pois também ela sucumbiu aos charmes do poder econômico e da corrupção legalizada (a começar pelo patrocínio das campanhas eleitorais pelas grandes empresas!). Mas quem participou da Assembléia sabe que nem tudo está perdido! Aguardem. Samstag, 12. April 2008OFÍCIO À SECRETARIA ESTADUAL DE MAAnchieta, 12.04.2008 Exma Secretária de Meio Ambiente do Espírito Santo Sra. Maria da Glória Abaurre ASSUNTO: PORTO DA PETROBRÁS NA PRAIA DO ALÉM - ANCHIETA Na qualidade de Presidente do PROGAIA - Programa de Apoio e Interação Ambiental - escrevi-lhe um mail há aproximadamente dois anos relatando as graves irregularidades que ocorriam em Anchieta e solicitei sua intervenção visando a criação do Conselho de Meio Ambiente do nosso município. Em resposta, a senhora lamentou não poder nos ajudar lembrando que isso era atribuição da prefeitura local, embora a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e o IEMA disponibilizassem todos os recursos para a facilitação dessa tarefa. Diante do que relatei, aconselhou-nos a recorrer ao MP. Foi o que fizemos e seria impossível resumir aqui todo o trabalho que tivemos desde então. Como resultado, tornou-se apenas óbvio o desamparo daqueles que optaram por exercer a cidadania, supostamente respaldados pela Constituição e pelos órgãos e instrumentos criados para esse fim. Hoje, além de continuarmos sem um Conselho de Meio Ambiente, constatamos que as deficiências e irregularidade têm apenas favorecido as ações contrárias ao bem comum, ao respeito ao meio ambiente e a um desenvolvimento verdadeiramente sustentável, ao mesmo tempo que dificulta ou impede a atuação da sociedade civil. Apesar disso, não cruzamos os braços e continuamos nos mobilizando e unindo forças para que essa situação tenha brevemente um fim. Mas existem coisas que não podem esperar é esse o motivo do presente documento. Nesse contexto, O PORTO QUE A PETROBRÁS PRETENDE CONSTRUIR EM ANCHIETA é um dos principais focos da nossa preocupação. Isso porque: 1. Não tomamos conhecimento de quaisquer estudos que tenham precedido a instalação da plataforma na Praia do Além. Ela teria vindo apenas com uma autorização do IBAMA ou do IEMA. Os rebocadores danificaram redes de pescadores e impediram a pesca. Diante da revolta dos pescadores foram realizadas reuniões (apenas) com os mesmos, o que levou a um acordo e pagamento da indenização por eles exigida. O impacto ambiental - que em princípio deveria ser o foco dos debates - não mereceu maiores atenções. As entidades ambientais e as outras entidades civis de Anchieta não foram nem convidadas para participar dessas reuniões. 2. Aparentemente a Petrobrás escolheu Além priorizando apenas seus próprios interesses econômicos (infra-estrutura existente, sedimento rochoso...) em detrimento de quaisquer considerações ambientais por mais relevantes que sejam. Isso cria paradoxos na própria política sócio-ambiental da empresa que se beneficia com a imagem de ecologicamente correta como um dos patrocinadores do Projeto Tamar, que tem uma das suas bases no próprio local. Lembramos que: A área em questão é uma Área de Preservação Ambiental, a Apa das Tartarugas, antes Apa da Guanabara. Sua importância vai bem além de abrigar desovas de tartarugas marinhas pois: . sua grande biodiversidade atrai outras espécies de tartarugas que usam essa área como local de alimentação; . é um importante banco de corais. Consideramos que se a preocupação ambiental norteasse verdadeiramente as políticas da empresa, a Petrobrás estaria, pelo menos, realizando estudos também em outros locais a fim de encontrar a alternativa menos impactante para a instalação do seu porto. Lembramos que foram necessários anos de trabalho e envolvimento dos ambientalistas para que, no âmbito do processo da 3ª Usina de Pelotização da Samarco, lográssemos obter a Condicionante número 30 visando a implementação da APA das Tartarugas. Em conseqüência, os estudos para o Plano de Manejo já foram iniciados e foi criada uma comissão composta por representantes da sociedade civil e do poder público que acompanha seus trabalhos. Mas o que se anunciava como uma vitória da sociedade civil corre o risco de se tornar mais uma derrota já que as políticas públicas parecem focar apenas o desenvolvimento econômico. Não somos contra o desenvolvimento mas desejamos e trabalhamos para que ele seja sustentável e dentro dos limites ecológicos da região. Acreditamos que seja possível harmonizar os diversos interesses em jogo e isso dentro do respeito às leis e aos direitos dos cidadãos, no que incluímos os direitos das gerações futuras. Confiando ser esse também o desejo e objetivo de V.S e de todas as autoridades responsáveis pela preservação do meio ambiente no ES, Solicitamos . que estudem e avaliem alternativas locacionais para o Porto da Petrobrás, considerando os impactos positivos e negativos de cada local e que a decisão recaia sobre o menos danoso e mais vantajoso do ponto de vista, econômico, social e ambiental; . que sejam também considerados e estudados outros municípios, considerando que a exploração do petróleo abrange todo o litoral sul e as estruturas portuárias beneficiarão toda essa área; . que cada alternativa mereça um estudo igualmente aprofundado; . que cada etapa possa ser acompanhada pela população, em reuniões públicas, quantas forem necessárias; . que, nesse sentido, também sejam realizadas reuniões menores que permitam o debate com as pessoas mais envolvidas com as questões ambientais e sociais e possibilitem o esclarecimento e a discussão de pontos e questões mais relevantes. Isso contribuiria para afastar a desconfiança de que os licenciamentos são direcionados para a alternativa de maior interesse do empreendedor enquanto as demais alternativas podem ser desqualificadas sem maior aprofundamento; . que, uma vez escolhido o local, que os impactos e passivos ambientais sejam TODOS efetivamente identificados, mensurados e avaliados quanto a seu efeito sinérgico com outros impactos, para definir as medidas mitigadoras. Esse é outro ponto que, “em teoria”, o licenciamento faz, mas sabemos que a pressão sobre o processo faz com que os impactos sejam subdimensionados ou não considerados. . que, considerando que o porto da Petrobrás é só um dos que serão implantados, avaliar também a criação do melhor modelo portuário para a região, preferencialmente em apenas um local, que seria o que menos impactasse e maximizasse os benefícios. Agradecemos desde já toda a atenção que, esperamos, será dada a este caso. Atenciosamente, Ilda de Freitas – Presidente do PROGAIA
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Comentários
Mo, 28.08.2006 15:46
Roberto Luquini, obrigada pela s suas palavras. Só hoje posso responder-lhe pois estive, ma is uma vez, com problema [...]
Fr, 11.08.2006 19:49
É, Ilda, pelo visto a luta con tinua, né? Se houvesse mais ge nte como você nesse nosso Bras il, o país seria outro. [...]
Sa, 15.04.2006 05:06
Je sais que tu es très critiqu e sur les actions écologiques des sociétés, mais je ne parta ge pas tout à fait ton a [...]
Mi, 15.03.2006 19:43
Oi mae, qual e o endereco web do PROGAIA?
Mo, 27.02.2006 20:49
Vielleicht gibt es ja doch noc h ein Hoffnung für die Menschh eit??